Estamos na era da informação e parte de nossa vida se encontra na internet, seja através de redes sociais, bancos e até mesmo nosso trabalho, já que com a chegada da pandemia, o regime de trabalho remoto ficou bastante popular.

Independente do que você queira fazer na internet, certamente precisará de um navegador e atualmente temos várias opções, como o Google Chrome, Mozilla Firefox, Vivaldi, GNOME Web e o mais novo queridinho dos usuários de Windows, o Microsoft Edge.

Desde que sua versão para Linux chegou, eu o adotei como meu navegador principal e após vários meses, posso dar minha opinião sobre este software. Sendo assim prepare sua bebida favorita, sente-se confortavelmente e vamos falar sobre o Microsoft Edge.

Continuando um legado

A Microsoft já chegou ao auge da guerra dos navegadores com o Microsoft Internet Explorer no início dos anos 2000, mas isso faz bastante tempo e a internet evoluiu muito de lá para cá (ainda bem, não é mesmo?).

Com a chegada do Windows 10, a empresa decidiu começar seu plano de “eliminar” este navegador defasado (que recebeu sua última versão estável ainda no Windows 7) e trouxe seu novo competidor para o front, o Microsoft Edge.

Eu gostava muito desse navegador e o utilizei várias vezes durante minha época de estágio, mas acredite em mim, as primeiras versões do software eram horríveis, tanto que um executivo da própria Microsoft teve que baixar o navegador Google Chrome durante um evento de demonstração de seus serviços Azure.

Um motor mais poderoso

Bem, após este pequeno incidente no evento, chegou a hora da Microsoft repensar o seu navegador, já que nem em sua própria apresentação ele demonstrou uma boa experiência de navegação.

Após algumas Builds do Windows 10, a gigante da tecnologia anunciou que o navegador Microsoft Edge passaria por algumas reformulações e seria baseado no projeto de código aberto Chromium, o mesmo utilizado no Google Chrome, um dos mais populares navegadores de internet disponíveis no mercado.

Com essa modificação, usuários dos mais diversos sistemas operacionais tiveram suas opiniões divididas, uma vez que enquanto alguns acham um “absurdo” o navegador utilizar o mesmo projeto no qual o Chrome se baseia, outros acharam incrível, pois teriam uma alternativa ao navegador da Google.

Posso dizer que estive mais ao lado da segunda opção, já que eu achava o Chrome meio pesado, porém, sabia que ambos os projetos ganhariam com a mudança, visto que a base é a mesma e diversas melhorias seriam implementadas nela.

Multiplataforma, como tudo deve ser

Algo que pegou muitos usuários de surpresa, foi o anúncio de que o navegador seria lançado para várias plataformas, como Windows, Mac OS, iOS, Android e é claro, Linux, mesmo que após um longo período de espera.

A Microsoft realmente está mudando e para melhor, visto que há alguns anos, seria inimaginável ver alguma das soluções da empresa em outro sistema que não seja o Windows.

Atualmente, o navegador está em fase beta para Linux, mas é bem provável que até o  final deste ano possamos ter uma versão estável e oficial, assim como temos no Mac OS e Windows.

Como foi o uso do navegador?

Atualmente, quase toda a minha experiência no computador é baseada no navegador de internet, já que meu trabalho depende disso. Desde responder uma mensagem no Slack, visualizar os artigos para escrever no Trello e escrever os textos no Google Docs.

O navegador se mostrou bastante estável e quase não apresentou bugs, mesmo em sua versão para desenvolvedores que recebia atualizações semanais. O único “problema” que eu tinha com ele, era a falta de sincronização, já que eu formatava o computador ao menos uma vez por semana na época.

Fora isso, tudo nele me agradava, durante o uso ele parecia relativamente mais leve que o Google Chrome, além de ter um visual atraente e minimalista.

Um ponto forte, ao menos para mim, é sua página inicial que podia ser personalizada e até mesmo apresentar as notícias do dia, recurso que temos desde a primeira versão do navegador. 

Eu recomendaria o Edge para novos usuários?

Sem dúvida nenhuma! O novo navegador da Microsoft tem tudo para levar a empresa de volta ao auge, um bom desempenho, uma interface agradável, suporte a várias extensões e “de brinde” vem integrado ao Windows, fazendo com que acabe o mito de que o Edge somente servia para baixar o Google Chrome.

O navegador pode ser baixado através de seu site oficial para Windows e Mac. Por ainda não estar disponível em sua versão estável para Linux, somente é possível realizar o download de versões beta para Fedora, Opensuse, Debian e Ubuntu através de sua página Insider, embora existam pacotes “não oficiais” no AUR para usuários do Arch e Manjaro.

Você já utilizou o Microsoft Edge? O que você achou? Deixe sua opinião nos comentários e até o próximo artigo!


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