A fabricante de chips para computador Intel, está com uma nova meta para os próximos anos. Ela está trabalhando em seu modelo de negócios, para que até o ano de 2025, possa voltar à liderança da indústria de semicondutores.

Recentemente, ela anunciou uma nova divisão na empresa, a Intel Foundry Services, que irá produzir chips para terceiros, concorrendo diretamente com a TSMC e a Samsung. Dentre os seus primeiros clientes, teremos a Amazon e a Qualcomm.

Quer saber o que poderá vir dessa nova fase da empresa? Então prepare sua bebida favorita, sente-se confortavelmente e vamos falar sobre a Intel.

Novas metas para avançar na tecnologia

Este anúncio da Intel já era esperado há algum tempo, sendo ela uma das poucas empresas que fabricam os próprios chips.

Durante o mês de março, foi revelado que ela investirá cerca de US$ 20 bilhões na expansão de sua capacidade de produção, para produzir semicondutores para outras companhias.

Por enquanto, ainda não temos muitos detalhes sobre os chips que serão produzidos para a Qualcomm, exceto que eles serão baseados na tecnologia Intel 20A que estará disponível a partir de 2024.

Quanto à Amazon, ao que tudo indica, os chips fabricados pela Intel serão feitos sob medida para os servidores da Amazon Web Services (AWS).

O “fim” dos nanômetros e o início de uma nova era

Com esta meta já estabelecida, a Intel investiu tempo reformulando o roadmap de tecnologias, incluindo uma nova abordagem para os processos de fabricação, onde os nanômetros deixarão de ser destacados, dando espaços a nomes como “Intel 7” e “Intel 20A”.

Por quê realizar essa mudança? Bem, atualmente os processadores mais avançados possuem uma tecnologia de 10 nanômetros, podendo ser comparados aos chips de 7 nanômetros da Samsung e TSMC.

A nova nomenclatura provavelmente irá ajudar a evitar este tipo de comparação que faz sua tecnologia parecer ultrapassada, além de ser bem mais sonora. No novo roadmap da empresa temos:

  • Intel 7: Esperada para o fim de 2021 na linha Alder Lake, essa tecnologia possuirá chips de 10 nanômetros melhorados em relação a geração atual e com desempenho por watt otimizado em 10-15%;
  • Intel 4: Prevista para o segundo semestre de 2022 e com vendas em 2023, teremos processadores de 7 nanômetros e rendimento por watt de 20%, se comparados com processadores Intel 7
  • Intel 3: Prevista para o segundo semestre de 2023, ela será uma versão melhorada do processador de 7 nanômetros. Espera-se um desempenho por watt 18% melhor em relação aos chips Intel 4; 
  • Intel 20A: Esperada para 2024, essa tecnologia será baseada em uma nova arquitetura de transistores chamada de RibbonFET. A partir daqui, a Intel passará a fazer as medições em angstrom e não em nanômetros (por isso a letra A no nome).
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Angstrom, o futuro da Intel

Caso você possua algum conhecimento sobre a engenharia de processadores e saiba que um angstrom equivale a 0,1 nanômetro, provavelmente deve pensar que os chips da família 20A terão 2 nanômetros (20.A = 20.0,1 = 2).

Vale dizer que não é necessariamente assim, visto que estes chips contarão com 5 nanômetros e deverão ser sucedidos pela tecnologia 18A que também será baseada em 5 nanômetros, mas com um processo otimizado.

Combinando tecnologias

A partir do lançamento da tecnologia 20A, a Intel estará combinando as tecnologias RibbonFET e PowerVia para de fato tirar todo o foco dos nanômetros.

Para isso, a arquitetura RibbonFET entrará no lugar do padrão FinFET que foi adotado pela empresa desde o ano de 2011. A nova arquitetura promete velocidades de comutação mais rápidas e maior densidade de transistores.

Já a tecnologia PowerVia irá eliminar a necessidade de roteamento de energia, otimizando a transmissão de sinal.

De um lado do processador, temos os componentes de comunicação, do outro os componentes relacionados ao consumo energético e na parte central, teremos os transistores. Em tese esse método irá simplificar as conexões e melhorar os parâmetros de alimentação elétrica.

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Enfim, veremos a Intel no topo?

Ainda é muito cedo para dizer se todas as mudanças planejadas pela Intel irão levá-la novamente para o topo, mas, podemos dizer que o novo CEO Pat Gelsinger trouxe uma nova perspectiva para a empresa.

Cumprir esse cronograma será um grande desafio, mas ela parece estar se preparando para isso e enfim voltar a liderança no setor de chips.

Você utiliza algum processador da empresa? O que você achou dessa nova fase? Deixe sua opinião nos comentários e até o próximo artigo!


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