O Steam Deck é um dos assuntos mais falados nessa segunda metade de 2021, e, surgem novidades à medida que a data de lançamento se aproxima.

Toda a popularidade do novo produto da Valve não é à toa, já que promete ser um console portátil com a potência de um “PC gamer” sendo capaz de rodar os jogos de Windows e Linux presentes na Steam.

Tirando dúvidas sobre o Steam Deck

Apesar de o seu lançamento ter sido adiado para o início de 2022, a Valve nem pensa em deixar o assunto “esfriar” e a “todo momento” lança novos testes e notícias relacionadas ao “console”.

Recentemente a empresa realizou um evento focado em responder perguntas de desenvolvedores sobre o Steam Deck, onde pudemos aprender algumas coisas bastante interessantes sobre o produto.

Como a Valve irá ajudar os desenvolvedores?

Ao ser questionada sobre a possível distribuição de “DevKits” para os desenvolvedores envolvidos na produção de jogos que irão rodar no Steam Deck, a Valve respondeu que está realizando um levantamento de dados para identificar quais são os títulos mais jogados pelas pessoas que já reservaram o seu Steam Deck. Desta forma será possível distribuir os “DevKits” para as empresas que melhor poderão tirar proveito deles.

steam deck

Além disso, a empresa revelou que pretende divulgar algumas API’s para ajudar desenvolvedores de jogos a aprimorarem as funcionalidades de “save state”. Desta forma será possível proporcionar uma melhor experiência ao suspender/resumir a jogatina.

Como realizar testes sem ter um Steam Deck em mãos?

A Valve também respondeu a um questionamento sobre qual seria a melhor forma de realizar testes de compatibilidade e desempenho sem possuir um Steam Deck em mãos. 

Neste caso, a única recomendação da empresa foi utilizar CPU’s da AMD, bem como configurações de armazenamento e memória RAM o mais próximo possível dos valores divulgados para o Steam Deck.

Outras novidades sobre o novo SteamOS 3.0

Confira também algumas outras novidades relevantes que a Valve divulgou no evento:

  • Futuras versões do SteamOS contarão com o suporte ao AMD FSR como um complemento a esta funcionalidade que já é oferecida pelos jogos, individualmente;
  • O Kernel Linux do SteamOS, atualmente, encontra-se na versão 5.13, porém, os desenvolvedores já estão trabalhando para mover o sistema para a versão 5.15;
  • O diretório “raiz” do SteamOS utilizará um sistema de arquivos com permissões para “somente leitura”. Ou seja, será uma partição considerada imutável. As atualizações do SteamOS serão distribuídas como uma imagem completa do sistema. Mesmo assim, quem desejar poderá acessar um “modo desenvolvedor” e conceder permissões de modificação para a pasta raiz;
  • A Valve ainda declara que não possui uma preferência quanto a se os desenvolvedores irão escolher lançar os seus jogos em versões nativas de Linux ou funcionando através do Proton;
  • O SteamOS 3.0 provavelmente não será disponibilizado para o público geral até que o Steam Deck tenha sido lançado.

Muito avanço em pouco tempo

Apesar do otimismo da Valve em relação ao seu produto e do hype que está sendo criado em torno dele, muitas pessoas estão receosas, afinal, todos nos lembramos das Steam Machines, não é?

O fato é que, para nós, usuários de distribuições Linux, o Steam Deck já trouxe um avanço enorme no que diz respeito à cena de jogos no Linux. Nos últimos meses tivemos várias desenvolvedoras dando mais atenção do que nunca ao “sistema do pinguim”, anti-cheats sendo compatibilizados com Linux, dentre várias outras melhorias que continuam sendo noticiadas diariamente.

Independente do Steam Deck ser um sucesso ou um fracasso, as vantagens trazidas por esse projeto vieram para ficar.

Isso é tudo pessoal! 😉


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