O mês de outubro é agitado para os usuários de Linux ao redor do mundo, já que as principais distribuições do mercado lançam a sua segunda atualização anual.
Alguns dias após o lançamento do Ubuntu 21.10, o Fedora chegou a sua versão 35, trazendo, diversos motivos para você dar uma chance para a distribuição.
O melhor do GNOME
Se você gosta da interface GNOME ao natural, o Fedora provavelmente é a melhor opção para você utilizar a interface, já que ele não realiza modificações que interfiram no padrão da interface, como extensões que mudam o workflow ou temas customizados.

Diferente do Ubuntu que está utilizando a versão 40 da interface (lançada em março), o Fedora 35 chega com o GNOME 41, trazendo todas as melhorias de desempenho e novos aplicativos que incorporadas no último lançamento do famoso ambiente de desktop.
Dentre algumas das melhorias que o Fedora ganhou com a nova versão da interface, podemos citar a nova GNOME Software que além de estar muito mais bonita, está mais fluída e responsiva.
Você pode conferir todas as mudanças do GNOME 41 através deste artigo aqui no blog.
Devidamente atualizado
Se existe algo em que o sistema do chapéu azul não peca é manter seus usuários atualizados e com esta nova versão não foi diferente.
Além do GNOME 41, ele traz a versão mais recente das interfaces gráficas para suas spins e o kernel 5.14 com diversas melhorias para placas de vídeo AMD, adicionando também suporte ao Raspberry Pi 400.
O Fedora 35 apresenta um mecanismo de atualização chamado “Repositórios de Software de Terceiros” que ativa os repositórios de forma imediata e possui a capacidade de reiniciar os serviços do usuário como parte da atualização do rpm, podendo deixar as atualizações ainda mais rápidas.
E falando em atualizações rápidas, temos um artigo aqui no blog onde ensinamos como melhorar a velocidade do DNF para que você não gaste muito tempo atualizando seu sistema.
WirePumbler, uma mudança significativa
O PipeWire é o gerenciador de áudio padrão do sistema desde sua última versão, porém, ele era um pouco limitado em comparação com o Pulse Audio.
Para resolver isso, a versão 35 do sistema, introduz o gerenciador de sessão WirePumbler que permite a personalização de regras para o roteamento de fluxos e para dispositivo, removendo um pouco das limitações que o PipeWire impõe.
Caso você queira saber mais sobre o WirePumbler, a Collabora possui um artigo falando um pouco mais sobre ele.
Kinoite, uma nova spin baseada em KDE
A tecnologia rpm-ostree utilizada no Fedora Silverblue garante bastante segurança para os usuários do sistema que é praticamente imutável, porém, não são todos os usuários que curtem o visual do GNOME.
Há algum tempo o Fedora Kinoite, foi apresentado como um conceito de distribuição rpm-ostree com o KDE Plasmae alguns meses depois, chegou de forma oficial ao projeto como uma nova spin.
Vale dizer que assim como o Silverblue, o Kinoite será um sistema imutável e oferecerá atualizações atômicas, trazendo uma estabilidade ainda maior para seus usuários.
Utilizando o Fedora 35
Se você gostou das mudanças e ficou ansioso para testar a nova versão do Fedora, é possível realizar o download de sua versão workstation ou de suas spins através do site oficial do projeto.
Caso o Fedora 34 já esteja instalado em sua máquina, aqui no blog nós te ensinamos como atualizar o sistema sem formatá-lo.
Vale dizer que se for sua primeira experiência com o sistema, temos um super curso que te ensinará como utilizar o Fedora Workstation, desde a formatação até a produtividade.
O que você achou das mudanças do sistema? Pretende usar o Fedora 35? Deixe sua opinião nos comentários e até o próximo artigo!