O mundo Linux é bastante fascinante, mas também pode ser intimidador. Principalmente para novos usuários que ao chegarem se deparam com termos “estranhos” que nunca ouviram em algum outro lugar e muitas das vezes, não são sequer utilizados em outros sistemas operacionais.

Quanto mais nos aprofundamos no entendimento de algumas funções básicas do sistema, mais ficamos curiosos e maravilhados com o mesmo. Para sanar a sua curiosidade, criamos o “Dicionário de Termos Linux”.

O que é o Dicionário de termos Linux?

Caso você acompanhe o canal Diolinux no Youtube, já deve ter visto algum dos vídeos da série “Dicionário de Termos Linux” ou DTL. Nesta série, explicamos o significado de diversos termos básicos utilizados por usuários Linux.

Prepare um cafezinho e venha saber um pouco mais sobre os termos do Mundo Linux.

Primeiramente o que é Linux?

Antes de iniciar nossa jornada de conhecimento quanto aos termos do mundo Linux, é interessante saber primeiramente o que é o Linux. Diferente do que muitas pessoas pensam, Linux não é um sistema operacional.

Linux é um conjunto de softwares e rotinas que chamamos de “kernel”, ele é uma das peças chave para criar um sistema operacional. Pois, através dele temos toda a comunicação da camada de softwares com o hardware. Caso você queira saber um pouco mais sobre o que é Linux, temos um vídeo no canal Diolinux que irá sanar suas dúvidas.

Bem, agora que você descobriu que Linux é apenas o kernel, deve estar se perguntando qual o nome que damos para os sistemas operacionais baseados em Linux. E é com muito prazer que vamos ao segundo termo da nossa lista!

Distribuição (ou Distro)

Distribuição é o nome dado comumente para sistemas operacionais que utilizam o kernel Linux como base. Trazendo geralmente uma coleção de softwares, um gerenciador de pacotes e um ou mais repositórios de programas.

Existem inúmeras distribuições que rodam em celulares, servidores, computadores pessoais, dispositivos Raspberry Pi e até mesmo em roteadores (sim, roteadores de internet).

Com uma infinidade de distribuições na internet, não é tão difícil achar um sistema para chamar de seu. Caso você queira saber qual é a “melhor distro”, confira esse vídeo do canal 

Diolinux:

Terminal (ou Console)

Ao utilizar uma distribuição Linux, você deve ter se deparado com uma aplicação chamada “terminal”. O terminal é uma interface de comandos para o sistema operacional, muito semelhante ao CMD ou PowerShell do Windows.

Existem várias aplicações que funcionam como “emuladores de terminal”, onde o usuário pode rodar comandos e a aplicação retorna com os resultados. Entre os emuladores de terminal mais conhecidos, temos o Tilix, GNOME Terminal, Konsole e o terminal do Windows onde podemos acessar o WSL.

O interpretador utilizado nos terminais da maioria das distros linux é o bash, porém, pode ser substituído pelo ZSH que além de ser tão customizável quanto o bash, é extensível através de plugins. Caso você seja um usuário curioso, temos um vídeo ensinando a como utilizar os comandos básicos no terminal.

Root

Agora que você já conhece o terminal, saiba que dentro dessa aplicação em específico existe um termo que confunde vários usuários, estou falando do termo “root”. Root pode ser a pasta raiz do sistema, porém, neste contexto se refere ao usuário root.

De certo modo, o usuário root seria o administrador do sistema, já que através dele é possível adicionar e remover usuários, alterar todas as configurações do sistema e apagar arquivos importantes da pasta raiz.

Alguns usuários podem obter os poderes de root por um certo período de tempo através do comando “sudo”. Com ele, é possível atualizar o sistema, instalar aplicações, editar arquivos de configuração do sistema sem que seja necessário a utilização do usuário root, poupando o usuário de eventuais problemas com a segurança.

Linux: Conheça o significado de alguns termos - DTL #1

Repositório

Segundo o nosso grande amigo Aurélio: repositório é um substantivo masculino para um lugar onde coisas são guardadas, armazenadas ou colecionadas. No mundo Linux, temos repositórios de programas, onde as distribuições armazenam os pacotes de software a serem instalados.

Os repositórios são bem comuns em distribuições Linux mais famosas como Ubuntu, Fedora, SUSE, Debian, entre outras. Também existem os PPAs que funcionam de forma bastante semelhante aos repositórios, porém, geralmente não vem inclusos por padrão, ficando a cargo do usuário adicioná-las ou não.

Temos um artigo bastante completo explicando o que são os repositórios no Mundo Linux, além de um vídeo no canal Diolinux.

Pacotes

Pacotes são uma das formas de software disponíveis para o Mundo Linux, eles recebem esse nome justamente por serem empacotados em um formato, como .deb, .rpm, .tar.xz, snap e flatpak. Eles geralmente ficam nos repositórios das distribuições, em PPAs ou repositórios externos.

Além dos pacotes, existem também os meta-pacotes, onde um pacote X, tem o poder de instalar os pacotes Y e Z. Por exemplo, ao instalar o meta-pacote “GNOME”, serão instalados os pacotes “Nautilus”, “Terminal”, “Configurações”, “GNOME Web” entre outros.

Pacotes únicos também podem instalar outros pacotes que sejam necessários para o seu funcionamento, que são suas dependências. Por exemplo, o pacote “GIMP” tem como dependência os pacotes “python” que pode não estar instalado.

Existem também os pacotes recomendados que serão instalados apenas se o usuário optar pela instalação. Exemplo: O pacote “GIMP” tem como recomendados os pacotes “Shotwell” e “Inkscape”.

Gerenciadores de pacotes

Os gerenciadores de pacotes, são softwares capazes de instalar pacotes baixados da internet ou do repositório, seja via interface gráfica ou via terminal. Entre os gerenciadores de pacotes gráficos mais conhecidos, temos o Synaptic, Pamac e DNFDragora.

Além da instalação de aplicativos, eles podem desinstalá-los, gerenciar as versões disponíveis, adicionar, remover e atualizar a lista de programas disponíveis nos repositórios. 

Alguns dos gerenciadores de pacotes via linha de comando mais conhecidos são o apt, dnf, pacman e yum. Eles podem realizar todas as funções descritas acima, porém, não uma interface gráfica para auxiliar usuário, sendo recomendado para usuários intermediários e pessoas que já utilizam o terminal linux há algum tempo.

Considerações finais

Com esse pequeno artigo, espero ter ajudado a desmistificar um pouco do mundo Linux, trazendo o significado de alguns termos que certamente podem confundir novos usuários do sistema.

Caso queira, temos também um artigo em formato de vídeo, que vale bastante a pena conferir para adquirir ainda mais conhecimento.

Você já conhecia algum destes termos? Quais termos você acha interessantes para serem adicionados em um próximo artigo? Deixe pra gente nos comentários e até o próximo artigo, dica ou tutorial!


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