Atualização torna Doom Eternal compatível com GPUs AMD mais antigas

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Com o recente lançamento do triplo A Doom Eternal (que a princípio não terá uma versão nativa para Linux) membros da comunidade já começam a desenvolver soluções para fazer com que o game rode cada vez melhor na plataforma do Pinguim.

Antes de continuarmos, é importante que você saiba o que significam termos como “RADV”, “Mesa3D” e “AMDGPU”. Caso não saiba, temos um artigo que irá lhe dar uma luz sobre o que estamos falando.

O desempenho atual de Doom Eternal no Linux

Embora sejam necessários alguns tweaks, o recém lançado triplo A que encontra-se com o status “Bronze” no ProtonDB já é jogável nas distribuições Linux. Os relatos sobre a performance do jogo ainda são um tanto inconsistentes, com usuários relatando um desempenho semelhante ao Windows, e outros relatando instabilidades frequentes, como queda de quadros e stuttering.

Os melhores relatos quanto ao desempenho do jogo no presente momento sugerem a utilização do Proton-GE, sobre o qual você pode encontrar mais informações neste artigo. E também alguns outros tweaks mais simples, como a adição de parâmetros de inicialização nas configurações do game na Steam.

Pelo que pudemos apurar, no momento em que este artigo está sendo produzido Doom Eternal já pode ser jogado nos sistemas Linux, desde que feitos alguns ajustes a fim de aprimorar o seu desempenho. Todavia, usuários de GPUs AMD mais antigas, das microarquiteturas GCN 1.0 e 1.1 (algumas Radeon HD 7000, R5, R7 e R9) infelizmente não estavam podendo nem mesmo iniciar o game.

É possível rodar Doom Eternal em GPUs AMD mais antigas?

Conforme já expliquei no primeiro artigo que escrevi para o blog Diolinux, GPUs destas microarquiteturas exigem que seja feito um procedimento para torná-las compatíveis com a execução de aplicações em Vulkan, que é o caso de Doom Eternal. Todavia, mesmo após o procedimento ter sido realizado o jogo não estava sendo iniciado em máquinas equipadas com estas GPUs.

Visando resolver este problema desenvolvedores do Mesa3D fizeram implementações no driver RADV (sobre o qual também já falamos neste artigo) que tornaram possível a execução do jogo com estes hardwares no Linux.

Tais correções foram implementadas na versão 20.1 do Mesa Driver, que atualmente encontra-se em fase de desenvolvimento, o que significa que ainda deve levar algumas semanas para que a atualização esteja disponível de forma viável através de PPAs ou outros repositórios de terceiros para todos os usuários. E alguns meses para estar disponível por padrão nas principais distros Linux.

Conclusão

Por fim, podemos dizer que Doom Eternal já é jogável no Linux, desde que você esteja disposto a dedicar algum tempo e ter o trabalho necessário para fazer as coisas funcionarem. Assim como já aconteceu com vários outros títulos triplo A, é provável que esses problemas de performance sejam corrigidos dentro dos próximos meses, e o jogo passe a funcionar de forma “out of the box” na maioria das distros Linux.

Você joga Doom Eternal no Linux, já tentou ou pretende tentar? Conte para a gente como foi ou está sendo a sua experiência!

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no fórum Diolinux Plus!

Isso é tudo pessoal! 😉


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