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SIMA, a IA do Google que joga videogame

Inteligência artificial e videogame são duas coisas que andam juntas, desde os primeiros jogos existem personagens com algum tipo de automação para você interagir, frequentemente eles ajudam no enredo, ou são seus inimigos, seguindo algum padrão de comportamento que o jogador precisa decifrar, sendo essa, parte importante da diversão. Mas o Google quer ir além, para isso, criou a SIMA, uma inteligência artificial que joga como se fosse uma pessoa – ou quase isso.

Para desenvolver a SIMA, a subsidiária Google DeepMind, especializada na criação de inteligências artificiais, trabalhou em parceria com desenvolvedores de jogos, treinando a inteligência artificiais em mais de 600 tarefas básicas, como andar, coletar objetos, atirar, chegar a algum lugar, ou entrar em veículos. 

A SIMA não precisa do código-fonte, nem de uma API para jogar, ela consegue realmente ver e interpretar o jogo, tomando decisões e interagindo pelo mouse e teclado, como um jogador real, ou seja, ela pode potencialmente interagir com qualquer software.

Segundo a empresa, as habilidades alcançadas pela SIMA em jogos não se tratam apenas de jogar bem, sendo capaz de cumprir tarefas e seguir instruções, a ferramenta seria útil em aplicações no mundo real. Os jogos funcionam como ambientes de simulação, com nuances criativas dos desenvolvedores, ser capaz de lidar com diferentes contextos é uma habilidade importante inclusive para nós, humanos.

Com o desenvolvimento da tecnologia, o Google DeepMind quer expandir a capacidade de inteligências artificiais generalistas e entender melhor o que esse tipo de tecnologia pode fazer.

Até o ChatGPT joga Doom

Esta não é a única iniciativa de colocar inteligências artificiais para jogar videogame, Adrian de Wynter, pesquisador da Microsoft, recentemente fez um experimento para ver como o ChatGPT se sairia jogando Doom. Para isso, ele embarcou uma API de visão computacional, enviando os quadros do jogo em tempo real para a inteligência artificial ver e interpretar o que estava acontecendo, as respostas eram convertidas em comandos do jogo diretamente no prompt do sistema.

O resultado foi considerado mediano, a inteligência ficava presa nas paredes, esquecia que poços de ácido são mortais e atirava onde não deveria. Além disso, aconteciam eventualmente as conhecidas alucinações, onde o ChatGPT começa a se comportar de forma sem sentido, precisando de intervenção humana. Ainda assim, foi inteligente o bastante para identificar e atirar em inimigos, abrir portas e seguir objetivos simples.

NPCs mais inteligentes

A NVIDIA também já se posicionou quando o assunto envolve jogos e inteligência artificial, dois mercados que ela lidera. Em 2023, apresentou o Nvidia ACE, uma API que deixa a conversa com os NPCs mais inteligentes. Dentro do seu papel na história, os personagens conseguem responder qualquer pergunta feita pelo jogador, algo muito mais realista do que os menus de perguntas e respostas prontas. Isso pode abrir um leque ainda maior de opções, tornando os jogos mais complexos e profundos.

Quem sabe o que as inteligências artificiais proporcionarão no futuro? Acompanhe o resumo das principais notícias da semana sobre tecnologia, assine nossa newsletter!

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