Sem dúvida nenhuma, o GIMP é uma das ferramentas mais importantes de trabalho para mim e várias pessoas que fazem parte do projeto Diolinux. O programa é utilizado pela equipe para criar thumbnails para artigos, vídeos e até mesmo montar visuais para lives na twitch (inclusive, temos um curso sobre ele no Diolinux Play).

O projeto GIMP recentemente completou 25 anos e nada melhor que comemorar essa marca, não é mesmo? Para isso, vamos falar um pouco do trajeto deste software por todo esse tempo.

Sendo assim, prepare a sua bebida favorita, um local confortável para leitura e vamos falar sobre a história do GIMP.

Um pouco da história do projeto

Criado em 1995 pelos estudantes Spencer Kimball e Peter Mattis como uma alternativa livre ao editor de imagens Photoshop da Adobe. O que começou como um simples projeto de faculdade, hoje em dia, é um dos mais famosos editores de imagens disponíveis.

Mantido por membros da comunidade e licenciado sob a GNU GPL, o GIMP é utilizado por incontáveis designers profissionais e hobbistas, mesmo ainda não possuindo uma grande penetração no mercado profissional como o Photoshop.

O nome GIMP

Em toda sua vida, o projeto utilizou o nome GIMP, que todos nós sabemos que é um acrônimo para GNU Image Manipulation Program, porém, nem sempre o nome foi esse. Em suas primeiras versões, o acrônimo era General Image Manipulation Program.

Seu nome foi mudado para apoiar o projeto GNU do qual o programa utiliza a licença de distribuição.

O mascote do GIMP

Como dito no post sobre os 29 anos do Linux, todo bom projeto precisa de uma mascote que o represente e com o GIMP não foi diferente.

Criado por Tuomas Kuosmanen em setembro de 1997, Wilber é o nome do mascote oficial do GIMP que também é conhecido como “bodinho” ou “mascote do GIMP”. Ele foi desenhado utilizando o próprio GIMP e já foi editado várias vezes, para algumas edições comemorativas.

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Uma curiosidade sobre Wilber, é que além de mascote do projeto, ele tem uma participação especial no jogo “Super Tux Kart”, sendo um personagem jogável.

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A contribuição do GIMP para o mundo do Software Livre

O GIMP é um software inovador, principalmente para época em que foi criado, já que quase nenhum projeto era voltado ao usuário comum, mas aos desenvolvedores (Linux, GCC). Na época, a utilização do próprio Linux era tida como algo para desenvolvedores e entusiastas da tecnologia.

Através dele, vários desenvolvedores de software livre viram que era possível criar um projeto voltado ao usuário final, e, a partir disso, tivemos novos projetos como o GNOME, KDE, Mozilla Firefox, entre outros.

Desenvolvido para vários sistemas

O GIMP utiliza em sua interface o que atualmente conhecemos como o GTK, porém, originalmente era chamado de Gimp Toolkit. E, apesar de ter sido desenvolvido inicialmente para o X Window System, ele foi portado para Windows e Mac OS X.

Até o início de 2004, o porte do GIMP para o Microsoft Windows sofria com alguns problemas na interface, já que o GTK não se apresentava bem no sistema. Após algumas melhorias nas bibliotecas o problema foi resolvido e o software começou a ser adotado por mais usuários.

Já no Mac OS, o suporte nativo ao GTK demorou para chegar, fazendo com que versões anteriores da aplicação utilizassem o X11, tornando o aplicativo pouco integrado ao sistema.

Algumas curiosidades sobre o software

  • Atualmente, o GIMP utiliza o motor de processamento de imagem GEGL que foi criado por desenvolvedores de Hollywood. Tal motor traz várias melhorias na edição de imagens.
  • A partir da versão 2.8, ele passou a utilizar o modo de janela única, que tornou o software mais amigável a novos usuários. Antes disso, ele tinha 3 janelas soltas, o que tornava o software um pouco estranho quando comparado com programas como Photoshop.
  • Em 2006, o projeto ajudou a iniciar o Libre Graphics Meeting, uma convenção internacional anual para debater sobre software livre e de código aberto usado para edição gráfica.
  • O projeto faz o seu melhor para oferecer um fluxo de trabalho amigável para seus usuários, usando padrões comuns de interfaces de outros softwares. Com isso, o projeto ganhou apelidos como “Photoshop grátis”, Photoshop para Linux” e “aquele software feio” (a equipe do software diz concordar com esse último).
  • Por tentar realizar várias coisas ao mesmo tempo com uma pequena equipe, parte da comunidade achou que o projeto havia “morrido”, enquanto, na verdade,  a equipe estava se matando de trabalhar. Isso fez com que a fosse introduzido um planejamento para lançamentos, algo que está valendo a pena segundo eles.
  • Por ser distribuído como um software livre, o projeto não possui licenças para utilização de cores Pantone, que são amplamente utilizadas por designers no mundo todo.
  • O software não possui suporte nativo ao modo de cores CMYK, limitando-o a trabalhos digitais que utilizam o modo de cor RGB.
  • Conseguiram colaboração de um projeto de animação chamado “ZeMarmot”, que está sendo criado com software livre. Confira o teaser:

    https://youtu.be/NyZR3xZYSOk

Considerações finais

Ao vermos um pouco da trajetória deste “simples” editor de imagens, vemos o quanto ele foi (e continua sendo) relevante na história como um dos primeiros softwares livres voltado ao usuário final. Além de vermos o quanto o desenvolvimento de projetos comunitários mudou ao longo dos anos.

Como dito em seu post comemorativo: 

The world is definitely a different place 25 years later. Louder, noisier, more demanding. Definitely less safe. But also full with warmth and humanity. We’ve seen waves of that washing up and down the rocky shores of GIMP.

O mundo é definitivamente um lugar diferente 25 anos depois. Mais alto, mais barulhento, mais exigente. Definitivamente menos seguro. Mas também cheio de calor e humanidade. Vimos ondas disso varrendo as firmes encostas do GIMP.

Você utiliza o GIMP? O que acha do projeto? Deixe para gente nos comentários e até a próxima notícia, dica ou tutorial!


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