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Entenda o que é Deep Web, Dark Web e Tor

A grande maioria dos sites da internet é completamente inacessível para o público geral, e a maioria deles nem chega a ser visitada por uma pessoa ao longo da vida. Estima-se que até 90% das páginas que existem façam parte do que chamamos de Deep Web.

Você pode se perguntar: “Isso realmente faz sentido? Afinal, o que seria a Deep Web?” Bem, o conceito faz mais sentido quando você entende a definição técnica do termo. Além disso, essa não é a única “camada” da web que existe. Quando o assunto é anonimato online, frequentemente ouvimos falar da rede TOR. Mas como ela funciona, e de que forma ela difere da web que usamos diariamente? Vamos aprender o mínimo que você precisa saber sobre a Deep Web, a Dark Web e o funcionamento da rede TOR.

A Web e a Internet: entendendo a diferença

Antes de entrar em detalhes sobre a Deep Web e a Dark Web, é fundamental garantir que você entenda como a web funciona. Muitas pessoas acreditam saber, mas poucas entendem realmente. Por exemplo, você sabia que existe uma diferença entre os termos “Internet” e “Web”? Muitas vezes tratados como sinônimos, na verdade, são conceitos diferentes.

A internet é a rede global de computadores interconectados que permite que essas máquinas se comuniquem entre si. Esse sistema tem origem militar, sendo relativamente antigo, datando dos tempos da ARPANET, no final dos anos 60. A internet usa uma série de protocolos padronizados para garantir a comunicação entre dispositivos, como o famoso IP, que identifica cada máquina conectada à rede.

Por outro lado, a World Wide Web, ou simplesmente “Web”, é a camada de software que roda sobre a internet. É aqui que os sites que você acessa pelo navegador estão hospedados. Por exemplo, ao digitar “diolinux.com.br”, um sistema chamado DNS (Domain Name System) entra em ação. Ele traduz o nome do site em um endereço IP, permitindo que seu navegador se conecte ao servidor correto e exiba a página.

Entenda o que é Deep Web, Dark Web e Tor 1

O que é a Deep Web?

Agora que você entende a internet e a web, falaremos sobre a Deep Web. Muitas vezes, as pessoas comparam a internet a um iceberg, com a “surface web” (ou web de superfície) representando a parte visível, e a Deep Web sendo a enorme parte submersa. A analogia ajuda a entender a diferença entre essas duas camadas, mas a realidade é um pouco mais simples.

A Deep Web, tecnicamente falando, se refere a qualquer conteúdo na web que não seja indexado por mecanismos de busca, como Google ou Bing, e que exige algum tipo de autenticação ou credencial especial para ser acessado. Pense no seu perfil privado no Facebook, nos seus e-mails ou na página do seu banco que exibe o saldo da sua conta. Todas essas são partes da Deep Web.

Contrário à crença popular, a Deep Web não é sinônimo de conteúdos ilegais ou obscuros. Pelo contrário, é apenas uma parte da internet que não está acessível a qualquer pessoa sem credenciais. São páginas que, por razões de privacidade e segurança, estão “escondidas” dos motores de busca e só podem ser acessadas por quem tem as permissões adequadas.

E a Dark Web?

É aqui que surge a confusão. A Dark Web é uma parte da Deep Web, mas com uma grande diferença: ela só pode ser acessada por meio de ferramentas especiais, como o navegador TOR (The Onion Router). A Dark Web ganhou notoriedade por ser usada para atividades ilegais devido ao alto nível de anonimato que proporciona, mas não é composta exclusivamente de conteúdos ilícitos.

A Dark Web é muitas vezes confundida com a Deep Web, mas a principal distinção está nas ferramentas de acesso. Na Deep Web, você precisa de uma credencial (como um login e senha) para acessar um conteúdo. Já a Dark Web exige um navegador específico, como o TOR, e as páginas têm endereços bem diferentes, geralmente terminando em “.onion”.

Como funciona o TOR?

O TOR, ou The Onion Router, é uma rede que permite o anonimato ao acessar a internet. O nome “onion” (cebola) faz referência à forma como a criptografia é aplicada em camadas, tal como as camadas de uma cebola. Isso significa que, ao usar o navegador TOR, sua conexão passa por diversos nós de comunicação (chamados de relays) antes de chegar ao destino final.

Quando você navega na internet convencional, sua conexão é relativamente direta entre o seu computador e o servidor que você está acessando. Por exemplo, ao digitar “diolinux.com.br”, o DNS direciona ao IP do site, e a conexão é feita. Já com o TOR, sua conexão faz uma série de “saltos” entre diferentes servidores (os relays), que recriptografam e retransmitem sua requisição.

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Isso resulta em um alto nível de anonimato. A rede TOR é desenhada para que nenhum dos relays tenha informações completas sobre a origem e o destino da requisição. O primeiro relay sabe de onde o pacote de dados veio, mas não sabe para onde ele vai no final. O último relay sabe para onde a informação está indo, mas não sabe de onde veio originalmente. No meio do caminho, vários outros relays. Essa forma de comunicação torna muito difícil rastrear quem está acessando o quê.

Limitações e potencial de anonimato

Embora a rede TOR ofereça um alto nível de anonimato, ela tem suas limitações. Por exemplo, se você se conectar a uma conta de rede social como Facebook ou Google enquanto usa o TOR, o servidor saberá que é você acessando, independentemente do anonimato proporcionado pelo TOR. Além disso, a rede TOR pode ser lenta, pois a conexão precisa passar por múltiplos relays antes de chegar ao seu destino.

Outro detalhe importante é que, embora o TOR proteja o anonimato entre o cliente (você) e os relays, a conexão final entre o último relay e o servidor de destino ainda pode ser observada. Se a página não estiver usando HTTPS (protocolo de segurança que criptografa a conexão), alguém interceptando essa última conexão poderá ver os dados transmitidos.

O mito da Dark Web

Grande parte do misticismo em torno da Dark Web vem da mídia e do desconhecimento popular. É verdade que atividades ilegais podem ocorrer na Dark Web, mas a rede TOR também é usada por jornalistas, ativistas e indivíduos em países com regimes opressivos que necessitam de uma maneira segura e anônima de se comunicar. Assim, não se deve associar a Dark Web exclusivamente a práticas ilícitas.

Existem fóruns de discussão, bibliotecas e até mesmo redes sociais na Dark Web. Um exemplo famoso é a versão “.onion” do DuckDuckGo, um motor de busca que preserva a privacidade dos usuários e pode ser acessado de forma anônima através do TOR.

Considerações finais

A internet é um vasto oceano de informações, mas grande parte dela permanece inacessível ao público geral. A Deep Web representa uma enorme porção da web que inclui desde informações confidenciais até páginas que simplesmente não são indexadas. A Dark Web, por sua vez, é um subsetor da Deep Web, acessível apenas por meio de ferramentas especiais como o TOR, sendo frequentemente associada ao anonimato e à privacidade.

Enquanto a Dark Web ganhou fama devido a atividades ilícitas, ela também desempenha um papel importante na defesa da liberdade de expressão e dos direitos humanos. Ferramentas como o TOR possibilitam que indivíduos em ambientes opressivos se comuniquem de forma segura, e até mesmo o uso casual do TOR pode aumentar sua privacidade online.

A Web, como conhecemos, continua a evoluir, e as diferentes camadas da internet mostram o quão diversificado e complexo esse ecossistema pode ser. Seja você um entusiasta da tecnologia, um defensor da privacidade ou apenas alguém curioso sobre o que está além da “superfície”, entender o funcionamento da Deep Web, da Dark Web e da rede TOR oferece uma nova perspectiva sobre como a informação circula online.

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