Fortnite no Linux? Epic Games prefere apostar no Windows Arm
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Fortnite no Linux? Epic Games prefere apostar no Windows Arm

Enquanto o Steam Deck e o Linux continuam ganhando espaço no mundo dos jogos, a Epic Games parece estar mais interessada em flertar com o nicho do Windows Arm do que em abraçar o ecossistema Linux. Em um anúncio recente, a empresa revelou que está trabalhando com a Qualcomm para levar o Fortnite e o sistema anti-cheat da Epic Online Services (Easy Anti-Cheat) para dispositivos Windows Arm. Mas e o Linux? Bem, parece que ele continua sendo o primo distante que ninguém convida para a festa.

Windows Arm: o novo queridinho da Epic

A Epic Games anunciou uma parceria com a Qualcomm para adicionar suporte ao Windows on Snapdragon no Easy Anti-Cheat. Isso significa que, em breve, jogadores poderão curtir Fortnite em dispositivos com processadores Snapdragon X Series. A empresa destacou que essa iniciativa ajudará os desenvolvedores a levar mais jogos para mais dispositivos, especialmente em um mercado que está crescendo.

Sem querer parecer ciumento, mas enquanto a Epic se esforça para conquistar o Windows Arm, o Linux — e, por consequência, o Steam Deck — continua sendo ignorado. O Easy Anti-Cheat até tem suporte básico para Linux, mas a falta de suporte ao nível do kernel impede que jogos como Fortnite e Apex Legends rodem nesse sistema. E, pelo visto, a Epic não está com pressa para mudar isso.

Tim Sweeney, CEO da Epic Games, já deixou claro que não faz sentido para a empresa investir no suporte ao Fortnite para Linux até que o Steam Deck tenha “dezenas de milhões de usuários”. Apesar do crescimento impressionante do Steam Deck — com 330 milhões de horas jogadas em 2024, um aumento de 64% em relação a 2023 —, a Epic parece mais interessada em competir com a Valve do que em abraçar a comunidade Linux.

E, convenhamos, a rivalidade entre a Epic Games Store e a Steam não ajuda em nada. Enquanto a Epic continua dependendo da receita do Fortnite para manter sua loja flutuando, a Valve está consolidando o Steam Deck como uma plataforma viável para jogos no Linux. Mas, pelo visto, a Epic prefere apostar no Windows Arm, um mercado que, embora promissor, ainda está longe de ser dominante.

A boa notícia é que a comunidade Linux não depende da Epic Games para ter uma experiência de jogo decente. O Proton, desenvolvido pela Valve, já permite que milhares de jogos rodem no Linux. Além disso, projetos como o Bazzite oferecem uma experiência semelhante ao SteamOS em outros dispositivos, ampliando ainda mais o alcance do Linux no mundo dos jogos.

Mas, enquanto a Epic ignora o Linux, a Valve continua investindo pesado no ecossistema. Com o lançamento de um possível Steam Deck 2 e a expansão do SteamOS para outros dispositivos, é possível que a Epic acabe revendo sua posição no futuro. Afinal, dinheiro fala mais alto, e se o Linux continuar crescendo, pode ser que até o Fortnite acabe dando as caras por aqui.

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