Os PCs portáteis para jogos estão em alta, mas há um obstáculo gigante no caminho: o Windows 11. Enquanto o Steam Deck oferece uma experiência fluida e otimizada, os modelos que rodam o sistema da Microsoft enfrentam uma série de problemas – desde bugs irritantes até a falta de um modo verdadeiramente “portátil”.
Josephine Tan, vice-presidente de soluções de gaming da HP, foi direta ao ponto: “Se você olhar para o Windows, eu mesma tenho dificuldades com a experiência”. Um dos maiores problemas? A incapacidade do sistema de lembrar o jogo em que você parou – algo que o Nintendo Switch e o Steam Deck fazem há anos.
Por que a HP está de olho no SteamOS?
A Valve, criadora do SteamOS, acertou em cheio ao desenvolver um sistema feito sob medida para handhelds. Ele é rápido, otimizado para controles integrados e oferece uma experiência muito mais próxima de um console do que de um PC tradicional.
Agora, com a notícia de que o SteamOS estará disponível para outros dispositivos – como o Lenovo Legion Go S –, a HP finalmente está considerando entrar no mercado. E não é difícil entender o motivo:
- Experiência simplificada: Ligar e jogar, sem precisar configurar drivers ou ajustar controles manualmente;
- Melhor desempenho em jogos: O SteamOS é otimizado para rodar títulos da Steam com eficiência, algo que o Windows 11 ainda não consegue igualar em dispositivos portáteis.
- Integração com a Steam: Atualizações automáticas, cloud saves e uma loja totalmente integrada.
Claro, o SteamOS não é perfeito. Ele ainda tem limitações, como a incompatibilidade com alguns jogos que usam anti-cheat pesado ou a falta de suporte oficial para tecnologias como frame generation. Mas, mesmo assim, a experiência é muito mais agradável do que tentar jogar no Windows 11 em um dispositivo com tela de 7 polegadas.
A Microsoft parece estar finalmente percebendo que seu sistema operacional não se encaixa bem em handhelds. Com a atualização 24H2 cheia de bugs e a falta de um modo dedicado para jogos portáteis, muitos usuários estão migrando para clones do SteamOS como o Bazzite.
Se a empresa não agir rápido, pode perder espaço em um mercado que só cresce. Afinal, por que alguém escolheria um handheld com Windows 11 se existem opções mais estáveis e otimizadas?
Se a Valve continuar abrindo o sistema para mais dispositivos, podemos estar diante de uma revolução no mercado de sistemas operacionais e de videogames portáteis.
Enquanto isso, a Microsoft tem uma escolha: ou adapta o Windows 11 para esse novo mundo ou assiste de camarote enquanto o SteamOS domina.
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