Chrome OS e Android estão próximos de se tornar um só sistema
Notícias

Chrome OS e Android estão próximos de se tornar um só sistema

Acesse nossos conteúdos exclusivos!

A tecnologia tem dessas coisas: às vezes, dois sistemas operacionais que vivem uma relação complicada resolvem finalmente oficializar a união. E, pelo visto, o inevitável está prestes a acontecer: Chrome OS e Android estão se fundindo em uma única plataforma.

Pelo menos é o que sugere Sameer Samat, presidente da divisão Android Ecosystem no Google, em uma entrevista casual ao TechRadar. A declaração foi tão despretensiosa quanto um “ah, sim, estamos juntando os dois”, como se não fosse um dos maiores movimentos estratégicos da Google na última década.

Mas por que agora? E o que isso significa para nós, usuários?

Dois sistemas, um destino

Rumores sobre uma possível fusão entre Chrome OS e Android existem desde 2014, quando a Google criou o ARC (Android Runtime for Chrome), permitindo que aplicativos Android rodassem no Chrome OS como extensões. Na época, parecia um experimento curioso, mas hoje faz todo sentido.

Afinal, se o Android já consegue rodar em praticamente qualquer dispositivo, de smartwatches a TVs, por que não assumir também o lugar do Chrome OS?

Samat citou a Apple como inspiração, mencionando a sinergia entre iPadOS e macOS. Se a Apple consegue criar um ecossistema coeso, por que a Google não faria o mesmo? Além disso, possíveis ações antitruste no horizonte podem estar acelerando os planos. Se a Google for obrigada a se desfazer do Chrome ou do Chromium, manter o Chrome OS se tornaria muito mais complicado.

Um sistema em busca de uma identidade

O Chrome OS começou como um sistema operacional minimalista, focado em navegador e aplicativos web. Era simples, rápido e barato, perfeito para escolas e quem só precisava de um laptop básico.

Mas então vieram as demandas: “Quero apps Android!”; “Quero Linux!”; “Quero poder fazer mais coisas!”. E, aos poucos, o Chrome OS virou um Frankenstein digital, com:

  • Apps web (sua razão de existir original);
  • Apps Android (rodando em um subsistema chamado ARCVM);
  • Apps Linux (via container Debian, em modo desenvolvedor).

O resultado? Um sistema que faz tudo, mas nada excepcionalmente bem. Aplicativos Android são otimizados para telas pequenas, aplicativos Linux rodam melhor em distribuições tradicionais, e a experiência web pura foi perdida no caminho.

Se a fusão acontecer, é quase certo que o Chrome OS desapareça como o conhecemos. O Android já domina o mercado móvel, atualmente tem suporte a Linux via máquina virtual e pode facilmente se adaptar a laptops.

Além disso, o Android tem algo que o Chrome OS nunca teve: massa crítica. Todo mundo conhece o Android. Já o Chrome OS… bem, quantas pessoas você conhece que usam um Chromebook como dispositivo principal?

A transição não deve ser traumática. Afinal, Chromebooks já rodam aplicativos Android, e a Google pode simplesmente transformar o Chrome OS em uma “versão desktop” do Android, com suporte nativo a multitarefa, janelas redimensionáveis e outros ajustes de usabilidade.

O que isso significa para o mundo Linux?

Aqui está um detalhe interessante: o Chrome OS é, tecnicamente, baseado em Linux. Ele roda um kernel Linux altamente modificado, com atualizações assinadas e controle rígido sobre o sistema. Não é uma distro tradicional, não há gerenciador de pacotes para usuários finais, e o acesso ao terminal é limitado.

Mas se o Chrome OS for absorvido pelo Android, o que acontece com o hardware dos Chromebooks não suportados pela atualização? Há uma possibilidade interessante: muitos desses dispositivos podem virar ótimos candidatos para instalar distros Linux tradicionais, como o Ubuntu, Linux Mint, Zorin OS ou Fedora.

Se você faz parte da turma que possui computadores perfeitamente funcionais, mas que estão ficando sem suporte ao sistema operacional pré-instalado, confira nosso guia completo de instalação do Linux Mint!

Diolinux Ofertas - Aproveite os melhores descontos em diversos produtos!