Plasma Bigscreen, uma experiência Linux reinventada para TVs
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Plasma Bigscreen, uma experiência Linux reinventada para TVs

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Um desenvolvedor decidiu usar seu tempo livre para ressuscitar um projeto esquecido da KDE: o Plasma Bigscreen. E o resultado? Uma das reviravoltas mais interessantes no ecossistema Linux recentemente.

Para quem nunca ouviu falar, o Plasma Bigscreen é uma interface alternativa do KDE Plasma projetada especificamente para telas grandes, como TVs e monitores de parede. Diferente do ambiente de desktop tradicional, que depende de mouse e teclado, essa versão foi criada para ser controlada apenas com um controle remoto ou gamepad.

Originalmente desenvolvido como parte de um projeto mais amplo envolvendo o assistente virtual Mycroft, o Bigscreen acabou ficando em segundo plano quando a empresa por trás do Mycroft encerrou suas atividades. O projeto foi até portado para o Plasma 6, mas sem manutenção ativa, ele desapareceu dos repositórios das principais distribuições Linux.

Foi aí que Espi, um contribuidor conhecido do Plasma Mobile, resolveu dar uma nova chance ao projeto. Em apenas uma semana de trabalho, ele conseguiu não apenas reviver o Bigscreen, mas também modernizá-lo significativamente.

O que mudou na nova versão?

A primeira coisa que salta aos olhos é o redesenho da interface. Inspirado nos mockups originais do Breeze Ocean, o novo Plasma Bigscreen adota um visual mais limpo, com menos sombras e elementos desnecessários.

Um dos destaques é o relógio dinâmico na tela inicial, que se expande quando o usuário navega até o topo da lista de aplicativos e se contrai quando desce.

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Imagem: Espi

Além disso, a integração com o KRunner — o famoso lançador de aplicativos do KDE — permite buscar programas rapidamente, sem precisar percorrer menus intermináveis.

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Imagem: Espi

Configurações reorganizadas

Nada é mais frustrante do que tentar ajustar configurações do sistema usando apenas as setas de um controle. Pensando nisso, o menu de configurações foi completamente reformulado, agora com:

  • Uma barra lateral fixa para navegação rápida entre categorias;
  • Um layout vertical muito mais amigável para navegação por setas;
  • Uma biblioteca de componentes reutilizáveis para desenvolvedores criarem interfaces compatíveis.

Essas mudanças tornam a experiência muito mais fluida, seja para configurar a rede, ajustar o volume ou gerenciar dispositivos conectados.

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Imagem: Espi

Suporte a aplicativos de terceiros

Com o fim do Mycroft, uma das grandes questões era: que aplicativos funcionariam corretamente no Bigscreen? Felizmente, a resposta veio através do Flathub e de outros repositórios Linux.

Alguns dos aplicativos testados com sucesso incluem:

  • Kodi, o famoso media center para organizar filmes e séries;
  • VacuumTube, um cliente de YouTube com interface otimizada para TV;
  • Jellyfin, alternativa open-source ao Plex para streaming local;
  • SuperTuxKart, o famoso jogo de corrida open source.

A própria equipe do KDE também mantém alguns aplicativos nativos, como o navegador Aura e o player de mídia Plank, ambos adaptados para controle remoto.

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Imagem: Espi

Como experimentar o Plasma Bigscreen?

Se a ideia de ter um Linux completo na sua TV parece tentadora, há duas maneiras principais de testar o Bigscreen atualmente:

  1. Compilando manualmente a partir do código-fonte disponível no KDE Invent.
  2. Instalando via repositórios noturnos em distribuições como postmarketOS ou Arch Linux (via AUR).

O próprio Espi testou a interface em um Raspberry Pi 5 rodando postmarketOS usando um controle de Xbox.

Apesar dos avanços, o projeto ainda enfrenta alguns obstáculos importantes:

  • Teclado virtual: Atualmente, não há uma boa solução para digitar textos usando apenas um controle. Uma implementação está em desenvolvimento no Plasma Keyboard, mas ainda não está pronta;
  • Suporte a controles remotos: A integração com controles via HDMI-CEC precisa ser melhorada para maior compatibilidade;
  • Falta de padrões para aplicativos orientados à TV: Não existe um framework consolidado para desenvolver aplicativos otimizados para esse tipo de interface.

Além disso, para ganhar mais tração, o Plasma Bigscreen precisa ser reintegrado ao ciclo oficial de lançamentos do KDE Plasma, possivelmente a partir da versão 6.5.

Vale a pena usar hoje?

Para usuários casuais, o Plasma Bigscreen ainda pode parecer um projeto de nicho. Mas para quem quer transformar um Raspberry Pi ou um computador antigo em um media center completo, essa nova versão representa um passo importante. O trabalho do Espi mostra que, com um pouco de dedicação, até projetos esquecidos podem ganhar nova vida.

De toda forma, como a aplicação ainda se encontra em um estágio inicial de desenvolvimento, só vale a pena instalá-la se você está disposto a enfrentar desafios técnicos durante a instalação e, eventualmente, durante o uso.

E você, já imaginou como seria ter todo o poder do KDE Plasma na sua TV?Fique por dentro das principais novidades da semana sobre tecnologia e Linux: receba nossa newsletter!

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