Em um mundo onde o padrão ainda é o código fechado e a venda de licenças de software para monetizar um produto, liberar seu principal produto de maneira aberta e gratuita parece um pouco estranho. Como será que as principais distribuições do mercado fazem a monetização do seu trabalho?

Ubuntu

Começando pela distribuição mais popular do mercado, o Ubuntu é o sistema operacional da Canonical. Ele está disponível não só para o desktop, mas também em uma versão para servidores e outra para internet das coisas.

A principal fonte de renda da Canonical vem do usuário corporativo, que precisa de um suporte diferenciado, específico e o mais ágil possível. O Ubuntu conta com uma página de preço, onde é possível ver todos os serviços suportados. Existem pacotes de serviços dos mais variados níveis, com preços que iniciam em U$25 e vão até U$1500, além de ofertar servidores já preparados com as suas principais soluções e treinamentos para as suas principais tecnologias.

Fedora

O Fedora é um dos sistemas operacionais da Red Hat, outra gigante do open source, que em 2018 foi adquirida pela IBM. O Fedora é desenvolvido com a ajuda da comunidade, porém, com patrocínio da Red Hat, que utiliza o sistema como uma base de testes para o que virá futuramente no Red Hat Enterprise Linux, sua distribuição paga.

A Red Hat monetiza seu trabalho de diversas maneiras, seguindo a mesma linha corporativa da Canonical. Ela também oferece suporte pago para seus produtos, além de vender uma distribuição paga chamada Red Hat Enterprise Linux, que como o próprio nome sugere, tem um foco no público empresarial.

Além disso, ela possui diversas tecnologias para middleware, virtualização, cloud computing e muito mais.

Pop!_OS

O Pop!_OS é o sistema operacional da System76 e tem se tornado o queridinho de muitas pessoas. A System76 é primariamente uma empresa de hardware com foco em Linux, vendendo desktops, notebooks e até servidores. Originalmente, os produtos eram enviados com a distribuição Ubuntu, até decidirem criar o Pop!_OS, baseado no sistema operacional da Canonical, como uma solução para entregar a melhor experiência para seus clientes.

À partir da versão 20.04, também foi inserida uma opção no site do Pop!_OS para que os usuários pudessem realizar uma doação para a System76, e que segundo o próprio CEO da empresa, era um pedido constante dos usuários.

Linux Mint

Uma distribuição extremamente popular em terras tupiniquins, o Linux Mint possui uma estratégia de monetização um pouco diferente das outras citadas.

A distro vive de doações dos próprios usuários, além de anúncios no site da distribuição. Os valores dependem totalmente da boa vontade dos usuários, e segundo os reports da mesma, podem variar de U$6.000,00 em um mês para até U$25.000,00.

Manjaro

O Manjaro é uma distribuição bem popular, geralmente utilizada pelas pessoas que querem as vantagens do Arch Linux, porém, sem as dificuldades que envolvem construir o seu próprio sistema do zero.

Assim como o Linux Mint, o Manjaro aceita doações para se manter, além de possuir uma loja de camisetas e acessórios. Possui também parcerias com algumas fabricantes de hardware como a Star Labs e Tuxedo Computers.

Como isso poderia melhorar

Aqui no Diolinux, vivemos batendo na tecla de que o marketing do Linux deve ser melhorado. Na internet, depender de apenas uma fonte de renda é uma estratégia muito perigosa, ainda mais quando lidamos com doações. Se em um mês os usuários não realizarem doações, a distribuição simplesmente fica sem a sua monetização, prejudicando todo o desenvolvimento da mesma.

Quanto mais variada forem as fontes de monetização, melhor. E, para isso, é necessário todo um trabalho de marketing, para que a distribuição consiga se vender melhor. O Dionatan fez um vídeo sobre isso lá no Youtube.

Até a próxima! 


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