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Linux Mint 22.2 “Zara”, uma atualização sutil mas poderosa

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Se tem uma característica que define o Linux Mint e conquista sua legião de usuários, é a notável consistência entregue em cada nova versão. Não se trata de lançamentos que revolucionam a cada ano, mas de uma evolução constante e confiável, onde cada detalhe é aprimorado para oferecer uma experiência desktop coesa, estável e agradável. A versão 22.2, codinome “Zara”, é a mais uma expressão dessa filosofia. Ela não chega para virar a mesa, mas para afiar as arestas, provando que aperfeiçoamentos inteligentes e bem executados podem impactar profundamente o dia a dia do usuário.

Na versão 22.2 temos várias novidades legais que prometem melhorar a vida exatamente nesses detalhes! Se você já gostava do Linux Mint 22.1, a versão 22.2 vem só para trazer melhorias, com atualizações de softwares, novos drivers e vários ajustes em partes importantes do sistema, incluindo a criação de um fork de um projeto bem popular do GNOME. Se você ainda não conhecia, pode ser uma ótima hora para testar o Linux Mint pela primeira vez.

Linux Mint de roupa nova

A nova versão do Linux Mint é uma atualização trivial a partir da versão anterior, já que é a mesma base de sistema, mas isso não quer dizer que os usuários não vão sentir algumas diferenças. A versão 22.2 ganhou o codinome de Zara, nada a ver com a marca de roupa, infelizmente. Poderia ter sido uma parceria comercial legal, mas isso remete a lembra uma curiosidade, você sabe como funciona o esquema de nomenclatura do Mint? Os codinomes do seguem uma ordem alfabética, são sempre nomes femininos e terminados na letra A. O Mint 22.2 zerou o alfabeto, e fica aí no ar, como será o nome da próxima versão do sistema? Isso, claro, é só um detalhe divertido para edições futuras. 

O Linux Mint 22.2 vem com várias atualizações importantes. A base do sistema é o Ubuntu 24.04 LTS, isso faz com que essa versão do Mint tenha suporte a atualizações de segurança até 2029 de forma bem previsível. O Kernel Linux é o 6.14, que não é bleeding edge, mas é consideravelmente atualizado, especialmente se a gente lembrar que o Mint 22.1 vinha com o Kernel 6.8 por padrão. Para você ter uma ideia, a versão estável mais recente no Kernel Linux no momento da redação é a 6.16.

A interface Cinnamon vem na versão 6.4.8, o Driver NVIDIA está disponível na versão 575 e o Mesa, para placas Intel e AMD, está na versão 25. Todos também muito atualizados. Para usar o Linux Mint 22, os requisitos mínimos são 2 GB de RAM e 20 GB de espaço em disco, com resoluções acima de 1024×768 e virtualmente qualquer processador x86. É incrível um sistema operacional inteiro requerer tão pouco hardware em 2025.

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Mas tenha em mente que apesar dos requisitos mínimos serem estes, os recomendados são 4 GB de RAM e 100 GB de espaço em disco e adicionaríamos aqui ainda pelo menos um monitor full HD e um processador com 4 núcleos. Que é uma configuração bem razoável ainda.

Vamos dar uma olhada nas notas de lançamento para você ver quais são os polimentos mais notáveis. Se você gosta de aplicativo de Notas autodesivas do sistema, saiba que agora ele funciona no Wayland e também recebeu um polimento visual, que adiciona cantos arredondados nas notas… só em cima, a parte de baixo ainda é reta.

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Outra novidade relaciona a esse app, é que agora existe um aplicativo companheiro para ele disponível para Android através do F-Droid, com a possibilidade de sincronização de notas entre ambos através do Syncthing. Ele se chama StyncyNotes e não é um app oficial do Linux Mint, é só algo novo produzido pela comunidade que pode funcionar em conjunto. No app de Android as notas tem todos os cantos arredondados…

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Outra novidade legal que adiciona um finesse maior ao sistema é o blur na caixa da tela de login. A caixa também agora mostra a sua foto. Colocar uma foto de usuário sempre foi possível no Mint, mas ela raramente aparecia em algum lugar, talvez agora você tenha um motivo a mais para fazer isso.

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O Linux Mint 22.2 tem um novo aplicativo chamado Fingwit, ele é um software para gerenciar impressões digitais para autenticação. Infelizmente não mos nenhum computador com esse recurso para poder ver ele funcionando, mas na teoria, você pode usar ele para cadastrar digitais e autenticar em vários momentos durante o uso do sistema. Ele pode ser usado para autorizar comandos no terminal que precisam de sudo, desbloquear a proteção dela do computador, autenticar apps gráficos que precisam de senha de administrador e, caso você não tenha a sua pasta home criptografada, ele pode ser usado até para logar no sistema. Esse é um funcionamento muito parecido do macOS nos Macbooks, então, para quem tem um hardware compatível, taí uma nova forma de gerir a segurança.

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LibAdapta, um fork do LibAdwaita

O novo Mint atualizou aplicativos como o calendário, o analisador de uso de disco e o scanner de documentos para as suas versões mais recentes usando o LibAdwaita. Falando nisso, eles fizeram um patch nessa biblioteca de interfaces do GNOME. Agora os Apps que usam LibAdwaita dentro do Linux Mint respeitam as cores controladas pelo painel de controle do sistema. 

O Linux Mint também está usando o GTK para o desenvolvimento das suas aplicações e já pensando no desenvolvimento futuro dos seus aplicativos, decidiu forkear o LibAdwaita do GNOME, criando assim o projeto LibAdapta, para garantir que as customizações sejam possíveis no futuro. O LibAdwaita do GNOME tende a ser mais restritivo quanto a customizações e temas e não parece ser este o caminho que o Linux Mint gostaria de seguir. Na prática, o LibAdapta, pelo menos por enquanto, parece ser o mesmo que o projeto LibAdwaita, com a diferença de permitir o ajuste de temas da interface.

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Aplicativos nativos atualizados

Enquanto isso, o gestor de aplicativos, vulgo, loja de aplicativos do Mint, recebeu um polimento visual, especialmente notável no banner rotativo que mostra alguns aplicativos em destaque. E ao instalar um software disponível em dois formatos, como flatpaks e .debs, que são os nativos do sistema, agora temos um ícone de informação que explica algumas das diferenças entre ambos.

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A edição 22.2 do Mint tem várias outras pequenas mudanças e ajustes que são difíceis de perceber numa primeira olhada: o aplicativo leitor de PDFs agora não modifica mais as cores dos documentos se baseando num padrão de cores próprio, ele vai respeitar a calibração de cores do sistema operacional. O gerador de thumbnails do Nemo, o gestor de arquivos do Mint, agora mostra miniaturas de arquivos de áudio .aiff e alguns outros foratmos.

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O Warpinator, aplicativo do Mint para transferência de arquivos via Wi-Fi ganhou um app extra-oficial para iOS. Uma versão para Android já existe também. Mas sugerimos que, em vez de ficar usando vários aplicativos criados por desenvolvedores diferentes sem afiliação entre si, uma alternativa é usar o LocalSend, que faz o mesmo trabalho e tem para todos os sistemas operacionais.

Seguindo, agora você pode alterar a descrição do seus WebApps sempre que quiser para facilitar a compreensão ou a pesquisa por ele no menu. Fica aqui o convite para você participar do nosso fórum também, só acessar plus.diolinux.com.br e criar o WebApp para ter acesso mais fácil. Para quem trabalha com muitos arquivos e usa a função de renomear arquivos em massa no Nemo, agora é possível começar os arquivos usando zeros, exatamente como os programadores gostam.

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E agora você vai precisar dar uma apertada nos olhos para conseguir perceber a diferença, mas o tom das cores do Linux Mint foi alterado. Talvez seja mais perceptível no modo escuro do sistema, mas está lá. Essa mudança sutil tem um viés técnico e de design interessante, como os devs explicam nas notas de lançamento, a ideia e deixar o tom dos aplicativos feitos com LibAdwaita e GTK4 mais coesos com o restante do sistema, e como tem muitos apps assim disponíveis na loja por conta do Flathub, esse pequeno ajuste acaba garantindo mais consistência no visual do sistema.

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Uma das maiores tarefas que o Linux Mint tem no seu caminho para o futuro é a compatibilização do Cinnamon com o Wayland, mas eles não tem falado muito a respeito disso. Ainda assim, o Wayland continua como uma sessão experimental na tela de login. 

Da última vez que testamos o Mint com Wayland, estava bem bugado, os aplicativos ficavam piscando na tela, apresentando glitches só por estarem abertos. A experiência agora é bem mais consistente, abrimos aplicativos, alternamos entre eles, fizemos pesquisas no menu, gerenciamos janelas e tudo parecia funcionar razoavelmente bem. As animações ainda não estão plenamente configuradas, mas pode ser uma questão de ajuste, porém, se procurar, você ainda acha alguns problemas. 

Em Wayland, tivemos alguns travamentos com certos aplicativos, como o Hypnotix e alguns outros se movimentavam de forma mais lenta pela tela. O modo de desktops virtuais perde o wallpaper quando você abre ele no Wayland e a parte de escala de interfaces, um dos recursos mais queridos do Wayland, ainda é um pouco bugado no Cinnamon.

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Em defesa dos desenvolvedores, a função é experimental e acho que descobrimos o porquê de tantos alertas. Mesmo assim a evolução pareceu bem satisfatória.

Pronto para atualizar?

Quem já usa o Linux 22.1 pode atualizar o sistema para a versão 22.2, o update sempre aparece no gerenciador de atualizações do Mint quando ele estiver disponível. Ainda assim, não custa fazer um backup usando o Timeshift ou alguma outra ferramenta antes de fazer uma atualização desse tipo. Caso você não tenha o Mint instalado no seu computador, baixe a ISO e siga nosso tutorial de instalação.

Mas e você, o que você achou da nova edição do Linux Mint? Alguma novidade te chamou atenção? Vai atualizar para essa versão? Aproveite que está aqui e descubra por que o Linux Mint ainda é uma das distros Linux mais populares!

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