Ubuntu "Dangerous" promete um caos (quase) controlado
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Ubuntu “Dangerous” promete um caos (quase) controlado

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A Canonical parece ter decidido que os builds diários do Ubuntu já não são instáveis o suficiente. Por isso, a equipe de desenvolvimento está preparando uma nova versão chamada Ubuntu Dangerous. Sim, o nome é esse mesmo, e me parece que o nome já serve como aviso de “use por sua conta e risco”.

Mas o que exatamente torna esses builds tão “perigosos”? Vamos explorar o que está por trás dessa iniciativa e por que ela pode ser útil.

O que são os builds “Dangerous” do Ubuntu?

Os Ubuntu Dangerous Daily Builds são imagens de desenvolvimento como qualquer outra, mas com um tempero extra de imprevisibilidade. A principal diferença é que todos os snaps pré-instalados vêm configurados para usar o canal edge, a versão mais crua e experimental disponível no Snapcraft.

Para quem não está familiarizado, o canal edge é onde as atualizações mais recentes e muitas vezes não testadas dos aplicativos Snap são publicadas.

A ideia por trás dos builds Dangerous não é incentivar usuários comuns a brincar de roleta russa com seus sistemas. Na verdade, eles foram criados para facilitar testes internos na Canonical.

A empresa realiza periodicamente os “spikes”, períodos de seis semanas em que equipes se dedicam exclusivamente a resolver problemas específicos relacionados a snaps. Antes, era necessário ajustar manualmente cada snap para o canal edge durante esses testes. Agora, os builds Dangerous já vêm com tudo configurado, economizando tempo e garantindo que todos estejam testando exatamente a mesma coisa.

A Canonical deixa claro que esses builds são voltados para desenvolvedores e funcionários, não para o público geral. Mas sabemos como a internet funciona: alguém vai utilizar para depois dizer que “não é tão perigoso assim” para quem tem os conhecimentos certos.

Para usuários comuns, a experiência pode variar entre “Funcionou surpreendentemente bem!” a “Meu desktop virou uma arte abstrata após atualizar um snap”. Ou seja, se você não tem paciência para lidar com bugs aleatórios, talvez seja melhor ficar com as versões estáveis.

O que mais está acontecendo no mundo do Ubuntu?

Além dos builds Dangerous, a equipe de gerenciamento de lançamentos do Ubuntu compartilhou algumas novidades no último boletim mensal:

GUTS: o novo sistema de testes gráficos

A Canonical está desenvolvendo o GUTS (GUI Ubuntu Testing System), uma ferramenta para automatizar testes em interfaces gráficas usando o framework yarf. Isso deve melhorar a qualidade dos instaladores e aplicativos Snap no futuro.

Migração do Error Tracker

O sistema de rastreamento de erros do Ubuntu está sendo migrado para Python 3 e modernizado, abandonando scripts antigos em favor de soluções mais robustas.

Ubuntu em evolução

Esta não é a única mudança recente no lançamento de versões de desenvolvimento do Ubuntu. Há pouco meses começou o lançamento das snapshots mensais, que somadas às versões Dangerous, consolidam o sistema operacional como uma plataforma ainda mais robusta. Não é à tôa que a Canonical vem crescendo a passos largos em ambientes empresariais.

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