Atualmente, o mercado brasileiro conta com diversos métodos de pagamento diferentes: TED, DOC, boletos, cartão de crédito, e a cada dia que passa, novas empresas vem apresentando novos formatos no mercado.
O Banco Central, pensando em centralizar os métodos de pagamento desenvolveu uma nova tecnologia chamada Pix.
Mas o que é o Pix?
O Pix é uma tecnologia desenvolvida pelo Banco Central com o propósito de democratizar o mercado financeiro e resolver diversos problemas atuais, como custos e prazos.
Ele age como uma infraestrutura onde bancos, aplicativos de pagamentos e diversos outros serviços voltados para o setor financeiro podem participar e utilizar esta tecnologia.
Diferentemente do boleto, TED e DOC, o Pix tem como propósito funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana. Com isso, independentemente se o pagamento for realizado em horário comercial ou não, a transação será realizada instantaneamente.

Por ser uma tecnologia de pagamentos instantâneos, a transação levará até 10 segundos em 99% dos casos, acabando com um grande problema dos boletos, que é o de esperar diversos dias para “compensar”.
Diferenciais do Pix
O Pix promete ter 7 características que o diferenciam dos atuais métodos de pagamento:
- Velocidade: As transações são realizadas de forma praticamente instantânea, levando até 10 segundos em 99% dos casos;
- Disponibilidade: Ao contrário da maioria dos métodos atuais, o Pix foi desenvolvido para estar disponível ininterruptamente, não importando ser final de semana, feriado ou de madrugada;
- Segurança: O Pix foi desenvolvido em parceria com o próprio mercado financeiro, e utiliza de tecnologias de código aberto para entregar a maior segurança possível;
- Conveniência: Para utilizar o Pix, devem ser seguidas uma série de regras, incluindo o quesito experiência de usuário, para que os clientes tenham a melhor experiência possível;
- Multiplicidade de casos de uso: O Pix pode ser utilizado não só para transferência de dinheiro, mas também para realizar compras em lojas físicas, e-commerces, realizar pagamento de contas e até de impostos;
- Informação agregada: Ao enviar um pagamento através do Pix, será enviada não apenas a ordem de pagamento, como também uma série de informações, como dados sobre juros, multas, entre outras;
- Ambiente aberto: Qualquer um pode fazer parte do Pix, desde que siga as regras estipuladas pelo Banco Central. Isso foi pensado para estimular a concorrência do mercado nacional.
Custos do Pix
O Pix está sendo oferecido por um custo muito inferior às suas principais alternativas. Transferências entre pessoas físicas serão gratuitas, enquanto que entre pessoas jurídicas será cobrado um valor simbólico.
O PSP (Prestador de Serviço de Pagamento) será cobrado R$0,01 a cada 10 transações realizadas. A única entidade permitida a realizar esta cobrança é o Banco Central, e como se trata de uma instituição sem fins lucrativos, a cobrança será realizada como ressarcimento de imposto.
Estrutura do Pix
O Pix conta com o SPI, que é o Sistema de Pagamentos Instantâneos, e é plataforma onde toda a estrutura do serviço é centralizada. Ele é gerido pelo Deban, o Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos.
Também existe o DICT, que é o Diretório de Identificadores de Contas Transacionais, onde serão armazenadas todas as chaves para identificação das contas dos usuários.
Estas chaves podem ser números de telefone, endereços de e-mail, número de CPF ou CNPJ, QR Codes ou até mesmo um token.
Em 2018, foram realizadas 34,5 bilhões de transações digitais, o que equivale a 1.000 transações por segundo. O sistema atual do Pix está preparado para efetuar 2.000 transações por segundo, e toda a sua estrutura é feita de maneira escalável, a fim de poder aumentar este número assim que necessário.
Facilidades
Esta tecnologia vai permitir transferências de maneira muito mais simples e rápida. Para citar um exemplo, será possível realizar uma transferência para um amigo utilizando apenas o número de celular da pessoa. O DICT será responsável em fazer esta conexão do número de telefone com o usuário recebedor.
Quando estará disponível?
O Pix está agendado para ter uma abertura restrita a partir do dia 3 de novembro de 2020, e uma abertura completa a partir do dia 16. Ele também conta com um cronograma para a implementação de novas funcionalidades:
- 2020: Pagamentos por QR Code, chaves e inserção manual de dados;
- 2021: Pagamentos por aproximação;
- 2022: Requisição de pagamento e débito automático;
- 2023: Pagamento com documento (para realizar pagamentos assim que um documento for gerado, como no caso de uma venda de automóvel).
Se tudo ocorrer conforme planejado, o Pix pode ser uma revolução gigante para o mercado financeiro brasileiro. O que você achou dessas novidades?
Até a próxima!