O mundo das distribuições Linux está prestes a ganhar uma nova versão do Debian, a 13 “Trixie”, marcada para chegar em 9 de agosto de 2025. E, como era de se esperar, as distros baseadas no Debian já estão se preparando para as mudanças, incluindo o MX Linux, que precisará sacrificar um pouco da sua flexibilidade.
A próxima versão, MX Linux 25, perderá uma de suas funcionalidades mais amadas: a capacidade de alternar entre systemd e sysVinit durante o boot.
O fim da alternância
Uma das grandes vantagens do MX Linux era permitir que os usuários escolhessem entre systemd, o padrão da maioria das distribuições modernas, e o tradicional sysVinit, um sistema de inicialização mais antigo, mas ainda preferido por alguns puristas.
Tudo isso era possível graças ao systemd-shim, um projeto desenvolvido por Kevin Nelson que permitia essa troca dinâmica. No entanto, com a chegada do kernel 6.12 no Debian 13, o suporte a cgroups v1 foi desativado por padrão. E isso quebrou o systemd-shim.
Portanto, o MX Linux 25 não terá mais a opção de alternar entre os dois sistemas de inicialização. Em vez disso, os usuários terão que escolher antes da instalação, baixando uma ISO específica para cada caso.
Dessa forma, as opções são:
- ISO padrão (Xfce, Fluxbox, KDE): virá com systemd como padrão.
- Versão sysVinit: disponível apenas para Xfce e Fluxbox.
- O KDE só funcionará com systemd e Wayland.
Ou seja, a liberdade de escolha ainda existe, mas agora ela acontece antes do download, e não mais no boot.
Wayland chega ao MX Linux
Outra mudança significativa no MX 25 é a adoção do Wayland como padrão na versão com KDE Plasma. Para quem prefere o bom e velho X11, ele ainda estará disponível como opção.
Já no Xfce, o suporte ao Wayland continua em estágio inicial e permanecerá desativado por padrão. E se você usa Fluxbox, esqueça: não há planos para suporte ao Wayland nesse ambiente.
Secure Boot, UEFI e 32-bit
Pela primeira vez, o MX Linux terá suporte básico a Secure Boot, mas com algumas ressalvas:
- Funcionará apenas com kernels assinados pelo Debian;
- Drivers de terceiros (NVIDIA, VirtualBox, ZFS, etc.) não carregarão automaticamente se o Secure Boot estiver ativado;
- Disponível apenas em máquinas UEFI 64-bit.
Ou seja, se você depende de drivers proprietários, prepare-se para alguns ajustes manuais.
Assim como o Debian 13, o MX Linux 25 não terá mais versões oficiais para arquiteturas 32-bit (x86). No entanto, os usuários ainda poderão contar com o suporte estendido ao MX Linux 23 (até junho de 2028, graças ao Debian LTS) e a possibilidade de “Community Respins” caso alguém da comunidade desenvolva um kernel compatível. Além disso, tem o antiX, outra distribuição baseada no Debian, que continuará oferecendo ISOs 32-bit.
Vale a pena migrar para o MX 25?
Se você é um fã do sysVinit e detesta o systemd, a notícia pode ser um pouco decepcionante. Mas, por outro lado, o MX Linux continua sendo uma distro leve e personalizável, com sua identidade peculiar.
Para quem busca uma alternativa 100% livre de systemd, a recomendação oficial do projeto é dar uma olhada no antiX, que mantém sua vibe minimalista compatível com computadores bem antigos.
Fique por dentro das principais novidades da semana sobre tecnologia e Linux: receba nossa newsletter!




