Sejam bem-vindos a mais uma edição do Diolinux News, onde mergulhamos nas principais novidades do mundo da tecnologia, open source e sistemas operacionais. Esta semana, temos desde rumores sobre a fusão do Android e ChromeOS até o fim repentino de uma distribuição Linux. Vamos lá?
Dois sistemas, um futuro?
O Google sempre teve uma relação interessante com seus sistemas operacionais. Enquanto o Android domina os smartphones, o ChromeOS conquista seu espaço em Chromebooks e dispositivos educacionais. Mas e se esses dois mundos se tornassem um só?
Recentemente, um executivo do Google, em uma conversa informal com um jornalista do Tech Radar, mencionou que a empresa está considerando unificar o Android e o ChromeOS em uma única plataforma. A declaração veio de forma casual, mas reforça um rumor que já circula há anos.
E faz sentido. O ChromeOS já roda aplicativos Android nativamente, e o Google anunciou em 2024 que o sistema migraria para o kernel do Android. Do outro lado, o Android 16 introduziu um modo desktop robusto, permitindo que smartphones funcionem como mini-PCs quando conectados a um monitor — uma funcionalidade que lembra bastante o DeX da Samsung.
Se essa fusão acontecer, podemos esperar uma experiência mais coesa entre dispositivos móveis e desktops. Resta saber se o Google conseguirá equilibrar as necessidades de ambos os ecossistemas sem criar um Frankenstein digital.
Firefox com suporte à WebGPU
O Firefox já foi o navegador que revolucionou a web com as abas, sim, ele foi o primeiro a popularizar essa ideia. Mas nos últimos anos, o navegador da Mozilla ficou um passo atrás em algumas tecnologias. Felizmente, isso está mudando.
A partir da versão 141, o Firefox ganhará suporte à WebGPU, uma API que permite acesso direto à GPU do sistema para rodar aplicações pesadas, como jogos e editores de vídeo diretamente no navegador. É uma evolução do WebGL, prometendo melhor desempenho e gráficos mais avançados.
A Mozilla faz parte do grupo que desenvolve o padrão WebGPU, mas, ironicamente, demorou mais que a concorrência para implementá-lo. Enquanto Chrome e Edge já suportam a API desde 2023, o Firefox só agora está entrando no jogo.
Inicialmente, o suporte estará disponível apenas no Windows, com versões para macOS, Linux e Android chegando nos próximos meses. O motivo? Simples: a versão para Windows tem mais usuários.
O KDE na sua TV
O KDE é conhecido por sua versatilidade, mas você sabia que existe uma versão do Plasma feita especialmente para TVs? O Plasma Bigscreen é um projeto que estava meio esquecido até que um desenvolvedor resolveu revivê-lo — e os resultados são promissores.
A nova versão traz uma interface redesenhada, mais limpa e com menos sombras desnecessárias. O relógio na tela inicial agora é dinâmico, expandindo e contraindo conforme o usuário navega. Além disso, o menu de configurações foi reformulado para facilitar o uso com controles remotos.
Outro destaque é a integração com o KRunner, permitindo buscas rápidas por aplicativos. E para quem gosta de entretenimento, o Plasma Bigscreen suporta apps do Flathub, como Kodi, VacuumTube (um cliente alternativo do YouTube) e até o clássico SuperTuxKart.
Mas calma, não é hora de abandonar sua SmartTV ainda. O Plasma Bigscreen ainda está em fase experimental, e testá-lo requer paciência: ou você compila o código-fonte ou recorre a distribuições como postmarketOS ou Arch Linux (via AUR). Se aventurar por lá agora pode significar encontrar alguns bugs pelo caminho.
Ubuntu 25.10 mais leve no Raspberry Pi
Quem usa Ubuntu no Raspberry Pi terá uma surpresa agradável na próxima versão, a 25.10. A imagem do sistema para o mini-PC será mais enxuta, economizando cerca de 800MB em espaço.
Isso porque alguns aplicativos deixarão de vir pré-instalados, incluindo Thunderbird, LibreOffice, Rhythmbox, Shotwell e Transmission. Quem precisar deles ainda poderá instalá-los manualmente, mas a mudança é bem-vinda para quem busca uma instalação mais limpa.
E para os detalhistas de plantão, uma boa notícia: a dock do Ubuntu finalmente terá bordas mais arredondadas. Pode parecer bobagem, mas a inconsistência no raio das bordas entre a dock e outros elementos da interface era um pequeno tormento para designers e usuários mais observadores. Agora, o raio passa de 1.5px para 3px, harmonizando o visual.
Rescuezilla 2.6.1
O Rescuezilla é uma daquelas ferramentas que todo mundo deveria ter num pendrive de emergência. E a versão 2.6.1 chegou com melhorias significativas.
Além de adicionar suporte ao Ubuntu 25.04, a atualização corrige um bug irritante: o Firefox agora funciona. Sim, antes ele simplesmente se recusava a abrir, o que era um problema para quem precisava pesquisar soluções durante um resgate de sistema.
Outras melhorias incluem suporte aprimorado para touchpads, tornando a experiência mais fluida em notebooks. Para usar, basta baixar a ISO, gravar em um pendrive com Rufus ou Ventoy e partir para o salvamento.
Clear Linux: um fim súbito
Notícia triste para os fãs de distribuições otimizadas: o Clear Linux, sistema da Intel focado em performance e segurança, foi descontinuado.
Um desenvolvedor anunciou no fórum oficial que o projeto foi encerrado imediatamente, sem mais atualizações ou patches de segurança. Os repositórios foram arquivados em modo somente leitura, e quem ainda usa o sistema deve migrar para outra distro o quanto antes.
O Clear Linux tinha mais de 10 anos de história e era conhecido por seu desempenho acima da média. Seu fim abrupto serve como lembrete de que, no mundo open source, até projetos grandes podem desaparecer da noite para o dia.
Drops
- Lost Ark finalmente roda no Linux – Depois de três anos bloqueado pelo anti-cheat, o MMORPG agora funciona (pelo menos por enquanto). Sem comunicado oficial, então aproveite enquanto dura.
- Clair Obscur: Expedition 33 – RPG em turno com elementos em tempo real, ambientado na Belle Époque francesa. Está com 10% de desconto no Steam e roda perfeitamente no Linux via Proton.
E por hoje é isso! Se quiser ficar por dentro de mais notícias como essas, não deixe de assinar a nossa newsletter. Até a próxima!



