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Vanilla OS 3, Ubuntu 26.10 e Bill Gates contra a IA

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Sejam bem-vindos a mais um Diolinux News! Hoje vamos falar sobre o lançamento do Vanilla OS 3, as novidades do Ubuntu 26.10, Linus Torvalds usando IA para resolver um bug no Linux e muito mais. Então vamos às notícias!

Vanilla OS 3 é lançado após dois anos

Para quem não conhece ou simplesmente não acompanha o projeto há algum tempo, o Vanilla OS começou como uma distribuição baseada no Ubuntu, com a proposta de oferecer uma experiência bastante próxima do GNOME puro. Daí vem, inclusive, o nome Vanilla: a ideia era entregar algo mais próximo possível da experiência original, sem uma série de modificações feitas pela distribuição.

Mas o projeto foi evoluindo bastante com o passar do tempo. O Vanilla OS acabou se tornando uma distribuição imutável baseada no Debian e passou a apostar em várias ferramentas próprias para administrar o sistema e separar melhor os diferentes ambientes de trabalho.

Agora, dois anos depois do lançamento da versão 2, finalmente temos o Vanilla OS 3, também conhecido pelo codinome Reunion. Uma das grandes novidades dessa versão é a chegada do suporte à arquitetura ARM.

Isso significa que o Vanilla OS agora pode ser instalado em equipamentos como Raspberry Pi, nos notebooks mais recentes equipados com processadores ARM, incluindo algumas máquinas baseadas em chips da Qualcomm, e até em máquinas virtuais rodando em MacBooks com Apple Silicon.

É uma mudança importante porque o mercado de computadores ARM está crescendo e, embora o x86 continue sendo dominante nos desktops tradicionais, ter uma distribuição preparada para diferentes arquiteturas ajuda a ampliar bastante as possibilidades do projeto.

O Vanilla OS 3 também chega com um kernel bastante recente, na versão 7.1.3, e com o GNOME 50, trazendo as novidades mais recentes da interface. Por consequência, essa versão funciona exclusivamente utilizando Wayland.

Alguns dos aplicativos padrão também foram alterados. O terminal Black Box foi substituído pelo Ptyxis, enquanto o Papers entrou no lugar do Evince como leitor de documentos. O Resources, por sua vez, passa a ocupar o espaço que antes era do Monitor do Sistema tradicional do GNOME.

Além disso, aplicativos como File Roller e GNOME Photos deixaram de vir instalados por padrão.E existe uma boa notícia para quem já utiliza o Vanilla OS 2: não será necessário reinstalar o sistema do zero. Desde que o usuário esteja utilizando o ABRoot na versão 2.4.0 ou superior, será possível realizar a atualização para o Vanilla OS 3.

Depois de dois anos sem uma grande atualização, o Reunion mostra que o projeto continua apostando forte em uma experiência diferente daquela encontrada nas distribuições Linux mais tradicionais.

Ubuntu 26.10 entra em feature freeze

E falando em distribuições, o Ubuntu 26.10 está cada vez mais próximo. A próxima versão do sistema acaba de chegar a uma etapa importante do desenvolvimento, conhecida como feature freeze, ou congelamento de funcionalidades.

Isso significa que, a partir de agora, não devem entrar novas funcionalidades na versão. O que entrou, entrou. O que não entrou fica para a próxima.

A equipe de desenvolvimento passa então a concentrar seus esforços em corrigir bugs, melhorar a estabilidade e resolver os problemas que ainda estiverem pendentes antes do lançamento oficial. É aquela fase em que o objetivo deixa de ser adicionar coisas novas e passa a ser fazer com que tudo o que já existe funcione da melhor forma possível.

Entre as novidades esperadas para o Ubuntu 26.10 estão a chegada do GNOME 51, mais ferramentas e componentes desenvolvidos em Rust por baixo dos panos e melhorias relacionadas ao gerenciamento de drivers.

Claro que existe uma pequena exceção para a regra do feature freeze. Se surgir alguma funcionalidade realmente importante e houver uma justificativa para adicioná-la ao sistema, os desenvolvedores podem solicitar uma Feature Freeze Exception.

Se a exceção for aprovada, a novidade ainda poderá entrar na versão 26.10, mas, de modo geral, a lista de grandes mudanças já está praticamente definida.

Também vale lembrar que o Ubuntu 26.10 não será uma versão LTS. Isso significa que ela terá apenas nove meses de suporte. Portanto, quem decidir utilizá-la precisará continuar acompanhando os lançamentos posteriores para manter o sistema atualizado e recebendo correções de segurança.

Se tudo continuar seguindo o cronograma, o Ubuntu 26.10 deve ser lançado oficialmente no dia 15 de outubro. Agora começa aquela reta final em que as novidades já foram escolhidas e o trabalho passa a ser garantir que elas não explodam na mão do usuário.

Linus Torvalds usou IA para resolver um bug no Linux

Apesar de toda a discussão sobre inteligência artificial e o impacto dela no mercado de trabalho, no desenvolvimento de software ela já é uma ferramenta presente no dia a dia de muita gente. E aparentemente até Linus Torvalds está utilizando.

O criador do kernel Linux recorreu recentemente à IA durante a investigação de um bug bastante específico envolvendo o driver gráfico Intel Xe. O problema causava corrupção de memória relacionada ao gerenciamento de VRAM e estava provocando telas pretas no próprio computador utilizado por Torvalds.

Encontrar a origem do problema, no entanto, foi muito mais difícil do que corrigir o bug depois. Durante a investigação, foram necessários 24 patches diferentes apenas para adicionar informações de depuração e nada menos que 18 inicializações do kernel.

Cada tentativa gerava novos dados que precisavam ser analisados para entender o que estava acontecendo com a memória. E foi justamente nesse ponto que a inteligência artificial entrou em cena.

A IA foi utilizada para ajudar no trabalho repetitivo de investigação, adicionando código de depuração e analisando os resultados obtidos em cada teste. 

Ou seja, ela não simplesmente recebeu o problema e magicamente escreveu uma correção. Ela foi utilizada como uma ferramenta para acelerar uma investigação conduzida por um desenvolvedor experiente.

E a situação ficou ainda mais interessante porque o problema era tão complicado que, em determinado momento, a própria IA sugeriu que talvez ele fosse impossível de resolver. Só que, bom… você não chega onde Linus Torvalds chegou aceitando facilmente que alguma coisa é impossível.

Depois de uma sessão de depuração que ele próprio descreveu como uma espécie de inferno, a origem do problema finalmente foi encontrada. E a correção foi em uma única linha, sendo necessário alterar uma função específica, e o problema foi resolvido. 

Bill Gates critica a indústria da IA

Já que estamos falando de inteligência artificial, outro nome bastante conhecido resolveu dar sua opinião sobre o assunto. Bill Gates afirmou recentemente que a própria indústria de tecnologia estaria minimizando os riscos da IA para evitar impactos negativos sobre os lucros.

Segundo Gates, a inteligência artificial já representa riscos reais para empregos e para a segurança global. A crítica é que executivos do setor reconheceriam muitos desses riscos internamente, mas evitariam discutir o assunto publicamente para não assustar investidores ou prejudicar a percepção do mercado sobre o potencial financeiro da tecnologia.

Ele defende a criação de regras para limitar possíveis danos, além de sugerir um imposto sobre determinados usos corporativos da IA e novas instituições responsáveis por fiscalizar o setor. A preocupação de Gates estaria relacionada principalmente à velocidade com que a tecnologia está avançando.

A justificativa utilizada por muitas empresas é que os benefícios futuros compensariam os possíveis efeitos negativos. O problema é que essa lógica pressupõe que os impactos negativos serão administráveis.

E talvez seja justamente aí que está uma das maiores discussões envolvendo IA atualmente: todo mundo parece bastante interessado nos benefícios que podem surgir no futuro, mas ninguém quer ser responsável pelos problemas que podem surgir no caminho.

Microsoft pode ter eliminado arquivos de milhares de ONGs

E a Microsoft também apareceu nas notícias, mas dessa vez por uma decisão que, na teoria, parecia administrativa. Até pouco tempo atrás, a empresa oferecia licenças gratuitas do Office e do OneDrive para organizações sem fins lucrativos de pequeno porte ao redor do mundo.

A iniciativa atendia centenas de milhares de entidades. O problema é que a Microsoft decidiu deixar de oferecer essas licenças gratuitas, afetando mais de 400 mil organizações. E o pior é que até 170 mil delas podem ter perdido arquivos durante o processo de transição.

Segundo relatos publicados pela imprensa, algumas organizações entenderam que teriam mais tempo para migrar seus arquivos armazenados na nuvem. No entanto, o acesso teria sido completamente interrompido no dia 11 de junho, deixando algumas dessas entidades sem conseguir recuperar os dados.

A Microsoft afirmou que começou a notificar as organizações ainda no primeiro semestre de 2025 e que ofereceu suporte durante o período de transição. Segundo a empresa, a mudança aconteceu como parte de um processo para “simplificar o portfólio de doações”. A recomendação teria sido que as organizações migrassem para outras opções do Microsoft 365.

Independentemente da justificativa, o episódio serve como mais um lembrete sobre os riscos de depender completamente de uma plataforma externa para armazenar informações importantes. Mesmo quando o serviço é gratuito, oferecido por uma empresa gigantesca, e mesmo quando parece que estará disponível para sempre. Nada disso significa que as regras não podem mudar.

AliExpress e o áudio usado para rastrear usuários

O AliExpress foi recentemente acusado de utilizar o sistema de áudio dos dispositivos para rastrear usuários. Mas calma: isso não significa necessariamente que alguém estava ouvindo suas conversas.

O método utilizado era diferente. Segundo a acusação, o serviço reproduzia um som inaudível ou praticamente imperceptível e analisava a forma como os dispositivos processavam esse áudio. Essas informações poderiam então ser utilizadas para ajudar a identificar o dispositivo por meio de uma técnica conhecida como fingerprinting.

A prática é considerada invasiva porque permite criar uma espécie de identificação baseada em características específicas do dispositivo e do navegador. Alguns navegadores focados em privacidade, como o Brave, possuem mecanismos capazes de bloquear ou limitar técnicas desse tipo.

E essa é mais uma daquelas situações que mostram como rastreamento na internet não depende apenas de cookies. Apagar os cookies é fácil, o problema é descobrir todas as outras formas que encontraram para saber quem você é.

Control Ultimate Edition está com 90% de desconto

No final deste mês teremos o lançamento de Control Resonant, um dos lançamentos mais interessantes do ano. Mas, se você ainda não jogou o primeiro Control, talvez agora seja a hora perfeita.

Control Ultimate Edition está com 90% de desconto no Steam, saindo por cerca de R$ 10. No jogo, você controla Jesse Faden, que precisa lidar com uma presença misteriosa e corrupta que tomou conta do Departamento Federal de Controle.

E eu não vou falar muito mais do que isso porque Control é um daqueles jogos em que descobrir o que está acontecendo faz parte da experiência. E a boa notícia para quem utiliza Linux é que ele roda através do Proton, a camada de compatibilidade da Valve.

No ProtonDB, Control possui ranking Platina, o que significa que, em geral, a experiência é simplesmente instalar e jogar.

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Sobre o Autor
Redator, além de estudante de engenharia e computação.
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