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PureMac limpa seu Mac sem cobrar assinatura ou licença de mais de R$ 400

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Manter o armazenamento de um computador organizado deveria ser uma tarefa simples, mas o ecossistema do macOS transformou essa necessidade em um mercado bastante lucrativo. Aplicativos de limpeza prometem encontrar arquivos esquecidos, caches gigantescos e restos de programas desinstalados, oferecendo uma interface mais amigável para tarefas que, manualmente, exigiriam navegar por diversas pastas do sistema.

O CleanMyMac se tornou um dos nomes mais conhecidos dessa categoria. O problema é o preço. Para quem só quer recuperar espaço em disco de vez em quando, pagar uma assinatura mensal ou desembolsar mais de R$ 400 por uma licença permanente pode ser difícil de justificar.

É nesse espaço que nasceu o PureMac, um aplicativo gratuito e de código aberto para macOS que reúne ferramentas de limpeza, gerenciamento de aplicativos e identificação de arquivos esquecidos em uma única interface.

Um problema particularmente comum nos Macs

A preocupação com armazenamento é compreensível, especialmente entre usuários de Macs com SSDs menores. Durante anos, 256 GB foi uma configuração bastante comum nos modelos de entrada da Apple, enquanto máquinas mais avançadas também podem começar com capacidades que rapidamente se tornam apertadas para quem trabalha com vídeo, fotografia, desenvolvimento ou grandes bibliotecas de arquivos.

Caches de navegadores, aplicativos profissionais e ferramentas de desenvolvimento podem crescer discretamente durante meses. A lixeira também costuma acumular arquivos que o usuário acreditava já ter eliminado, enquanto programas desinstalados podem deixar configurações e dados espalhados pela pasta Biblioteca.

Separadamente, esses arquivos nem sempre representam um grande problema. Somados, podem consumir dezenas de gigabytes.

O PureMac foi criado justamente para centralizar essa investigação. O projeto está disponível como software de código aberto, permitindo que o código seja analisado por quem quiser verificar seu funcionamento. Para uma ferramenta que pede acesso a partes importantes do sistema e pode apagar arquivos permanentemente, transparência é um ponto relevante.

Instalação pelo Homebrew ou arquivo DMG

A instalação pode ser feita de duas maneiras. Usuários acostumados ao terminal podem instalar o PureMac utilizando o Homebrew, o popular gerenciador de pacotes do macOS. Quem prefere uma experiência mais convencional pode baixar o arquivo DMG disponibilizado nas releases do projeto e instalar o aplicativo da mesma forma que faria com outros programas para o sistema.

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Ao ser aberto pela primeira vez, o PureMac apresenta suas principais funções e solicita a permissão necessária para realizar uma varredura mais ampla no armazenamento.

Essa etapa merece atenção. O aplicativo pode solicitar acesso total ao disco, uma permissão poderosa do macOS. Ela faz sentido para uma ferramenta cuja função é procurar arquivos espalhados pelo sistema, mas também reforça a importância de instalar programas desse tipo apenas quando existe confiança em sua origem.

No caso do PureMac, o fato de o projeto ser open source oferece uma camada adicional de transparência, embora código aberto, por si só, não elimine a necessidade de cautela.

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Uma varredura antes de qualquer exclusão

A tela principal do aplicativo concentra suas funções em uma ferramenta chamada Smart Care. Ela realiza uma verificação em diferentes categorias e monta uma lista com os arquivos que podem ser removidos.

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Entre os itens encontrados estão caches de usuários, lixo do sistema, arquivos relacionados ao Mail, caches do Homebrew, conteúdo da lixeira e arquivos grandes ou antigos.

O aspecto mais interessante da proposta é que a varredura não resulta automaticamente na exclusão dos dados. O usuário pode revisar cada categoria e verificar o que foi encontrado antes de confirmar a limpeza.

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Em nosso teste, por exemplo, a ferramenta identificou mais de 17 GB que poderiam ser recuperados. Grande parte desse espaço estava ocupada por caches de aplicativos e arquivos esquecidos na lixeira.

Caches costumam ser candidatos relativamente seguros à limpeza, já que muitos deles são recriados pelos próprios programas quando necessário. Ainda assim, a possibilidade de revisar os itens antes de apagá-los é importante, principalmente porque nem todos os arquivos classificados como dispensáveis terão o mesmo nível de segurança.

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Desinstalador e arquivos órfãos

O PureMac também tenta resolver outro problema comum no macOS: a desinstalação incompleta de aplicativos. Arrastar um programa para a lixeira remove o aplicativo principal, mas isso não garante que todos os arquivos associados desapareçam junto. Configurações, caches, documentos auxiliares e outros dados podem continuar armazenados em diferentes diretórios.

O desinstalador do PureMac procura esses arquivos relacionados e permite removê-los junto com o aplicativo. A interface também pode organizar os programas instalados por tamanho, facilitando a identificação de softwares que ocupam muito espaço.

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Outra categoria é a de arquivos órfãos, destinada a localizar possíveis restos deixados por programas que já não estão instalados.

Aqui, porém, vale uma dose extra de cautela. A própria identificação de um arquivo como “órfão” pode exigir interpretação. Um item relacionado a um aplicativo pode parecer abandonado e ainda ter alguma função para outro software ou serviço. A possibilidade de revisar os resultados antes da exclusão é, novamente, uma das partes mais importantes da ferramenta.

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Ferramentas úteis para quem desenvolve no macOS

O PureMac também inclui recursos voltados para desenvolvedores, uma área que pode consumir enormes quantidades de armazenamento sem chamar muita atenção.

Entre as categorias disponíveis estão arquivos relacionados ao Xcode, caches do Homebrew, Node.js e Docker. Dependendo do fluxo de trabalho, ambientes de desenvolvimento podem acumular downloads antigos, imagens de containers, dados temporários e outros arquivos que deixam de ser necessários com o tempo.

Para usuários comuns, boa parte dessas opções pode simplesmente não encontrar nada. Para quem trabalha com desenvolvimento, elas podem representar uma maneira conveniente de visualizar áreas do sistema que normalmente exigiriam comandos específicos no terminal.

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Uma alternativa interessante para o ecossistema Apple

O PureMac não muda o fato de que ferramentas de limpeza precisam ser usadas com responsabilidade. Recuperar espaço apagando caches é muito diferente de remover arquivos antigos ou itens classificados automaticamente como órfãos.

Ainda assim, a proposta do aplicativo é interessante justamente por combinar transparência, gratuidade e uma interface relativamente acessível. Em vez de transformar a manutenção básica do armazenamento em uma assinatura recorrente ou em uma licença cara, o projeto oferece uma alternativa aberta para quem prefere revisar e controlar o que está sendo removido.

Para usuários de Linux, a ideia de recorrer a ferramentas de código aberto para administrar o próprio sistema é bastante familiar. No macOS, onde aplicativos proprietários dominam várias categorias, encontrar uma solução como o PureMac é um lembrete de que o ecossistema aberto também tem espaço nos computadores da Apple.

E, para quem vive constantemente recebendo o aviso de que o disco está quase cheio, talvez seja uma alternativa que vale conhecer antes de pagar centenas de reais por um limpador de arquivos.

Uma parcela significativa do ecossistema open source para macOS está disponível via Homebrew. Conheça esse gerenciador de pacotes que se assemelha a alternativas do Linux como o APT, Pacman e o DNF!

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Redator, além de estudante de engenharia e computação.
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