Amarok 3.3: o retorno triunfal do player de música
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Amarok 3.3: o retorno triunfal do player de música

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Enquanto muitos davam como extinto o lendário player de música do KDE, o Amarok acaba de provar que ainda tem muito fôlego com o lançamento da versão 3.3, batizada poeticamente de “Far Above the Clouds” (Bem Acima das Nuvens). 

Adeus Phonon, olá GStreamer

A grande estrela desta versão é a substituição do antigo motor Phonon pelo moderno GStreamer. Para quem não acompanha os bastidores dos players de música, isso significa que recursos como ReplayGain e visualizadores agora funcionam de forma consistente, independente do backend utilizado. O Phonon, com sua abordagem de backends variáveis, frequentemente sofria com funcionalidades que simplesmente decidiam não funcionar dependendo da configuração do sistema.

A mudança para GStreamer é uma aposta no futuro, garantindo que o Amarok continue relevante nos próximos anos. E para os ouvidos mais atentos, a diferença na qualidade de reprodução pode ser notável, especialmente em sistemas bem configurados.

Amarok 3.3: o retorno triunfal do player de música 1
Imagem: Amarok

Qt6/KF6

Por baixo do capô, o Amarok 3.3 deu um salto geracional ao migrar para o Qt6 e KDE Frameworks 6. Essa transição, que pode parecer técnica demais para o usuário comum, traz benefícios palpáveis: melhor desempenho, maior estabilidade e preparação para futuras inovações na interface.

A mudança não foi simples: consumiu 15 meses de desenvolvimento desde a versão 3.0 (baseada em Qt5/KF5) e representa um esforço da equipe de desenvolvimento, liderada por Tuomas Nurmi com 113 commits nesta versão. Para quem acompanha o desenvolvimento do Amarok, isso mostra que o projeto está longe de ser abandonado, como muitos temiam.

Emojis e o fim do bug do ano 2038

Quem nunca teve sua coleção de músicas bagunçada por caracteres especiais ou emojis em metadados? O Amarok 3.3 finalmente resolve esse problema com suporte completo a UTF-8 no banco de dados. Isso significa que suas playlists com 😎 no título ou podcasts com descrições cheias de emojis agora serão exibidos corretamente.

Outro avanço menos visível, mas igualmente importante é a solução para o “problema do ano 2038”, aquele bug famoso dos sistemas Unix que poderia causar colapsos em 2038.

O que ficou para trás

O Amarok 3.3 removeu o suporte a alguns formatos pouco utilizados atualmente, como RealMedia (usei muito nos anos 2000) e Audible através do TagLib extras, além de simplificar a integração com o Last.fm, substituindo algumas funcionalidades de rádio por links diretos para o serviço.

Disponibilidade

O Amarok 3.3 já está disponível como código-fonte para os corajosos que gostam de compilar manualmente, e deve chegar em breve aos repositórios das principais distribuições Linux.

Enquanto esta versão foca na modernização tecnológica, os desenvolvedores já sinalizam que um “Amarok 4” está nos planos, com mudanças mais visíveis na interface e experiência do usuário. Por enquanto, o 3.3 mostra que mesmo um software maduro como o Amarok ainda tem espaço para evoluir e se manter relevante.

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