RedStar OS: O Linux nada livre da Coreia do Norte

RedStar OS: O Linux nada livre da Coreia do Norte

Linux é sinônimo de liberdade para algumas pessoas, mas isso não é necessariamente verdade, sobretudo se você é um cidadão da Coreia do Norte, o país mantém um sistema operacional Linux chamado RedStar OS que é entregue para a população e deixa as pessoas sob vigilância constante.

RedStar OS, o Linux que te deixa “preso”

Ao contrário do que se poderia imaginar, o Linux na Coreia do Norte não é usado para a liberdade dos usuários e sim para a liberdade do governo em administrar as pessoas que vivem no país. A distribuição Linux utilizada pelo Governo de lá é chamada de RedStar OS e realmente reflete o regime político do país.

A aparência lembra o OSX da Apple, ou o elementary OS, porém, o grande diferencial está realmente escondido das linhas de código que compõem o sistema, segundo o “The Registeralguns pesquisadores estudaram o sistema operacional e descobriram coisas bizarras.

O RedStar OS é capaz de colocar automaticamente um código serial em qualquer arquivo que entre em contato com o sistema operacional, eles não precisam nem ser abertos ou executados, bastam estar no disco rígido, desta forma, não há como um norte-coreano enviar algum arquivo para fora do país sem se descoberto pelo governo.

A navegador padrão do RedStar é uma variação do Firefox chamada de Naenara que faz com que o usuário conecte-se automaticamente à intranet do país. Isso impede que as pessoas acessem sites famosos como Facebook e Twitter. O sistema também tem um mecanismo de “defesa” que impede que o usuário modifique o Linux, toda vez que o sistema detecta alguma mudança em algum arquivo do sistema o computador é reiniciado imediatamente.

O sistema operacional também vem com um firewall pré-instalado e até mesmo um software antivírus. A base do sistema é o Fedora 11. Se você estiver curioso em testar o sistema em uma máquina virtual ele está disponível nesta página, lembrando que o único idioma disponível é o Coreano.


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