HardwareVídeo

QCY MeloBuds N65 e A30: dois fones parecidos, mas com propostas diferentes

Acesse nossos conteúdos exclusivos!

A QCY colocou dois novos modelos de fones TWS no mercado com uma ficha técnica bastante generosa: Bluetooth 6.0, cancelamento de ruído ativo adaptativo de até 60 dB, áudio de alta resolução e autonomia que pode chegar a 50 horas considerando o estojo. De um lado está o MeloBuds N65, com recursos extras como áudio espacial e controles por gestos de cabeça. Do outro, o MeloBuds A30, que aposta em um formato mais discreto e foi reconhecido com o prêmio VGP 2026 Summer, no Japão.

Apesar das semelhanças, os dois seguem caminhos um pouco diferentes.

MeloBuds N65 aposta nos recursos extras

O N65 é o modelo que mais chama atenção à primeira vista. O estojo utiliza um acabamento chamado Eximer Coating, pensado para deixar a superfície mais suave e ajudar a reduzir marcas de dedos e pequenos arranhões do uso cotidiano. Os próprios fones adotam o formato intra-auricular tradicional, com haste e acabamento em preto fosco.

QCY MeloBuds N65 e A30: dois fones parecidos, mas com propostas diferentes 3

Na caixa, além do manual e do cabo USB-C, a QCY inclui cinco pares de ponteiras de silicone. A variedade é interessante para encontrar um encaixe mais adequado ao ouvido e, consequentemente, melhorar o isolamento acústico. Mas é nos recursos adicionais que o N65 realmente se diferencia.

O modelo conta com um sensor de movimento IMU integrado e suporte a áudio espacial 360 graus com rastreamento da cabeça. A ideia é fazer com que a posição do áudio acompanhe os movimentos do usuário, criando uma experiência mais próxima daquela encontrada em sistemas de áudio espacial de outros dispositivos.

Outro recurso curioso é o controle de mídia por gestos de cabeça. Movimentos simples podem ser utilizados para interagir com chamadas, como fazer um gesto afirmativo para atender ou movimentar a cabeça lateralmente para recusar.

Pode parecer um recurso feito para chamar atenção, mas também existe uma utilidade prática: em situações nas quais as mãos estão ocupadas, não é necessário tocar no fone para realizar determinadas ações.

A30 é mais compacto e discreto

O MeloBuds A30 segue uma direção diferente. O design é mais compacto, com um formato que lembra uma pequena gota ou botão, sem a haste presente no N65.

O estojo também é mais baixo e traz uma barra luminosa para indicar o estado da bateria. Na embalagem, a QCY oferece três pares de ponteiras de silicone, portanto há menos opções de ajuste do que no N65.

QCY MeloBuds N65 e A30: dois fones parecidos, mas com propostas diferentes 1

O destaque do modelo fica por conta do design. O A30 recebeu o prêmio VGP 2026 Summer no Japão, reconhecimento que ajuda a explicar a atenção dada ao acabamento e à proposta estética do produto.

Apesar do formato aparentemente mais volumoso dos fones, eles são leves e não chamam tanta atenção quando estão nos ouvidos.

A ficha técnica é praticamente a mesma

É aqui que a escolha entre os dois fica mais complicada. Tanto o N65 quanto o A30 contam com cancelamento de ruído ativo adaptativo de até 60 dB, suporte a áudio sem fio de alta resolução, codec LDAC e Bluetooth 6.0. Os dois também permitem conexão multiponto, com alcance de aproximadamente 10 metros.

A autonomia também é bastante semelhante. Sem o ANC ativado, os fones podem chegar a cerca de 11 horas de reprodução contínua. Com o cancelamento de ruído ligado, esse tempo cai aproximadamente pela metade. Considerando também as recargas fornecidas pelo estojo, a autonomia total chega a cerca de 50 horas.

Uma carga rápida de aproximadamente dez minutos já oferece mais de duas horas de reprodução sem ANC. Uma carga completa dos fones leva algo próximo de 45 a 50 minutos, enquanto o estojo precisa de cerca de duas horas para atingir a carga máxima.

Os dois modelos ainda contam com certificação IPX5, suficiente para lidar com suor e respingos de água. Isso significa que uma caminhada sob uma garoa não deve ser um problema, mas eles não foram feitos para serem submersos.

QCY MeloBuds N65 e A30: dois fones parecidos, mas com propostas diferentes 2

Qual deles escolher?

Com especificações tão próximas, a decisão acaba dependendo principalmente do perfil de uso.

O MeloBuds A30 faz mais sentido para quem prefere um design compacto e discreto e não está particularmente interessado nos recursos adicionais de rastreamento de cabeça e controle por gestos.

Já o MeloBuds N65 é mais interessante para quem quer experimentar essas funções extras e prefere o formato intra-auricular com haste. No momento do teste, a diferença de preço entre os dois era de aproximadamente R$ 25, com o A30 sendo o modelo mais barato.

É uma diferença pequena o suficiente para fazer os recursos adicionais do N65 pesarem bastante na decisão.

No fim, os dois modelos entregam uma combinação semelhante de autonomia, conectividade e cancelamento de ruído. A escolha fica menos sobre qual possui a melhor ficha técnica e mais sobre qual formato e conjunto de recursos combinam melhor com o seu uso.

Para quem procura mais funcionalidades, o N65 leva vantagem. Para quem prefere simplicidade e um design mais compacto, o A30 é uma alternativa bastante interessante.

Se o que você quer é algo mais robusto para utilizar em casa, dá uma conferida em nossa análise do QCY H3S.

Diolinux Ofertas - Aproveite os melhores descontos em diversos produtos!