AMD apresenta a próxima revolução das GPUs RDNA, presentes também no PlayStation 6
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AMD apresenta a próxima revolução das GPUs RDNA para PC e PlayStation 6

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A AMD e a Sony revelaram os primeiros detalhes da nova geração da arquitetura RDNA, que vai impulsionar tanto GPUs discretas quanto futuros SoCs incluindo consoles. Três tecnologias inéditas prometem avançar a eficiência e a qualidade gráfica nos próximos anos: Radiance Cores, Neural Arrays e Universal Compression. Juntas, elas representam o próximo salto no caminho da renderização neural, ray tracing em tempo real e otimização de banda de memória.

Radiance Cores

O destaque inicial da nova RDNA são os Radiance Cores, blocos de hardware dedicados exclusivamente à travessia de raios, o processo mais pesado do ray tracing. Em arquiteturas anteriores, o shader principal precisava equilibrar duas tarefas muito distintas: rastrear milhões de raios para encontrar interseções e, simultaneamente, sombrear e aplicar texturas. Esse duplo esforço era um gargalo para o desempenho.

Com os Radiance Cores, a AMD move a travessia de raios para um hardware especializado, aliviando a carga dos shaders e liberando a GPU. O resultado, segundo a empresa, é uma pipeline mais limpa e eficiente, com ganhos expressivos de velocidade e qualidade visual, especialmente em jogos com path tracing, técnica que simula o transporte completo da luz.

Mark Cerny, arquiteto do PS5 e PS5 Pro, comentou que a abordagem “leva a renderização cinematográfica a um novo nível”, enquanto Jack Huynh, vice-presidente sênior da AMD, reforçou que a separação física das tarefas oferece “um aumento de desempenho significativo e escalabilidade inédita”.

Neural Arrays

Se o ray tracing é o “olhar”, as Neural Arrays são o “cérebro” da nova arquitetura. Trata-se de um conjunto de unidades de computação interligadas para trabalhar como um único motor de IA. Em vez de cada bloco processar dados isoladamente, as Neural Arrays compartilham informações e processam conjuntos maiores de pixeis ou regiões da tela simultaneamente.

Essa estrutura permitirá modelos de machine learning muito maiores e mais eficientes. Isso impacta o desempenho, e a qualidade de tecnologias de upscaling e reconstrução de imagem, como o FSR (FidelityFX Super Resolution) e o PSR (PlayStation Super Resolution).

Segundo a AMD e a Sony, a integração das Neural Arrays permitirá processar grandes porções da tela “de uma só vez”, reduzindo o overhead e abrindo caminho para uma nova geração de técnicas de upscaling neural e denoising, com menor custo computacional e maior fidelidade visual. Em termos práticos, isso significa que jogos poderão oferecer imagens mais nítidas, menos ruído e menos artefatos sem exigir tanto da GPU.

Essa é também uma das bases do futuro FSR Redstone, sucessor do FSR 4, que deve usar aprendizado de máquina em tempo real para gerar quadros adicionais e reconstruir detalhes de forma mais inteligente.

Universal compression

O terceiro pilar é o Universal Compression, um novo sistema de compressão de dados on-chip capaz de reduzir drasticamente o consumo de banda de memória. A técnica analisa todos os fluxos de dados internos da GPU, desde texturas até buffers intermediários, aplicando a compressão adaptativa em tempo real.

Essa abordagem tem dois efeitos imediatos, aumentando o desempenho efetivo da GPU sem precisar de interfaces de memória mais largas enquanto reduz o consumo de energia, já que menos dados precisam circular entre memória e processador gráfico.

Em um cenário de jogos com texturas em 8K, modelos complexos e ray tracing global, a economia de banda é crítica. Além disso, a tecnologia também pode acelerar o carregamento de texturas e modelos, impactando positivamente o tempo de loading dos jogos.

AMD + Sony

A presença de Mark Cerny e engenheiros da Sony nessa apresentação reforça que essas inovações já estão sendo projetadas para os próximos consoles PlayStation, além das placas Radeon da nova geração. A integração entre hardware dedicado, IA e compressão inteligente sugere uma mudança de paradigma, saindo da corrida puramente de FLOPs e indo em direção à eficiência e inteligência gráfica.

Com as Neural Arrays e as Radiance Cores trabalhando lado a lado, a AMD propõe um ecossistema onde renderização neural, iluminação cinematográfica e upscaling inteligente coexistem em tempo real.

A AMD ainda não confirmou a data exata de lançamento dessas tecnologias no mercado consumidor, mas tudo indica que a nova geração de GPUs RDNA, além de SoCs customizados para consoles e notebooks, será a primeira a implementá-las, possivelmente já em 2026.

Se os resultados entregarem o que prometem, a AMD pode finalmente fechar o gap histórico em ray tracing em relação à NVIDIA, enquanto abre uma nova frente em renderização neural.Quer saber mais sobre as novidades que a AMD prepara para o mercado? Confira o episódio do Diocast onde conversamos com representantes da empresa!

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