O Debian continua sendo uma das distribuições Linux mais importantes já criadas. Desde 1993, serve como a base sólida que alimenta grande parte do mundo Linux que conhecemos hoje. Quando o Debian recebe uma atualização, os efeitos se espalham por toda a comunidade, atingindo milhares de usuários e distribuições derivadas.
Agora, com o lançamento do Debian 13 “Trixie”, temos uma atualização significativa que traz mudanças importantes. No artigo de hoje, separamos 7 das mais perceptíveis!
O coração do sistema
No centro do Debian 13 “Trixie” está o kernel Linux 6.12, um salto considerável em relação à série 6.1 do Debian 12. Como um kernel LTS (Long-Term Support), ele garantirá suporte estendido e atualizações de segurança por anos.
Entre as novidades, destacam-se o suporte a processadores Intel Arrow Lake e Lunar Lake, melhorias para laptops, consoles portáteis e compatibilidade com o Raspberry Pi 5. Além disso, há otimizações de desempenho e suporte a hardware AMD RDNA 4. Ele também incorpora mudanças antes presentes apenas em versões alternativas do kernel para a computação em tempo real.
RISC-V 64
Pela primeira vez, o Debian oferece suporte oficial à arquitetura RISC-V 64. Isso é um marco tanto para o Debian quanto para o ecossistema RISC-V, que vem ganhando espaço em sistemas embarcados, dispositivos IoT e até data centers.
Com essa inclusão, sistemas baseados em RISC-V agora têm acesso completo ao repositório de pacotes do Debian e sua poderosa toolchain.
HTTP Boot e suporte a Apple Silicon
O instalador do Debian 13 também evoluiu. Agora, é possível inicializar a instalação diretamente de um servidor web usando HTTP Boot, eliminando a necessidade de mídias físicas como USBs ou DVDs.
Outra novidade é o suporte aprimorado para hardware da Apple, incluindo teclados MTP e SPI dos MacBooks com chips M1 e M2. Além disso, o Secure Boot foi aprimorado com a instalação automática do pacote shim-signed em sistemas AMD64 e ARM64.
/tmp em RAM
O Debian 13 muda radicalmente o comportamento do diretório /tmp. Agora, ele usa tmpfs por padrão, armazenando arquivos temporários na RAM. Isso significa operações mais rápidas e menos desgaste para o armazenamento.
Mas não para por aí: arquivos em /tmp são automaticamente removidos após 10 dias de inatividade, enquanto os de /var/tmp têm um prazo de 30 dias.
APT 3.0
O APT, o gerenciador de pacotes mais amado (e às vezes odiado) do Debian, ganhou uma grande atualização. A versão 3.0 introduz o Solver3, um novo resolvedor de dependências que lida melhor com instalações complexas.
Além disso, a saída do terminal agora é colorida: dependências aparecem em verde, remoções em vermelho e barras de progresso mais intuitivas.
Tema padrão “Ceratopsian”
O novo tema padrão do Debian 13, chamado “Ceratopsian”, foi criado por Elise Couper e inspirado em Trixie, a personagem de Toy Story. A arte foi desenvolvida com técnicas tradicionais (papel e lápis) antes de ser digitalizada no Inkscape.
O tema está presente em tudo: wallpapers, tela de login, instalador e até no GRUB.
Ambientes de desktop
O Debian 13 traz versões atualizadas de todos os principais ambientes de desktop. O GNOME 48 foca em bem-estar digital, com limites de tempo de tela e suporte a HDR. Já o KDE Plasma 6.3 melhora o escalonamento fracionado, reduzindo borrões e falhas visuais.
O Xfce 4.20 avança com suporte experimental ao Wayland, enquanto o LXQt 2.1.0 oferece compatibilidade total com sete compositores Wayland diferentes.
Outras mudanças que valem um destaque
Além dos principais recursos, o Debian 13 também traz ajustes importantes:
- OpenSSH abandonou o suporte a chaves DSA;
- A arquitetura MIPS foi removida completamente;
- O comando ping não requer mais privilégios elevados;
- Sistemas 32-bit agora usam o tempo em 64-bit para evitar o bug do Y2K38.
Se precisar de mais detalhes, a documentação oficial está repleta de informações. E se você está ansioso para experimentar o Debian 13 “Trixie”, já pode baixar a ISO no site oficial.Quer se aprofundar mais no Debian 13? Confira nossa análise do sistema!




