Lenovo em 2020 entra para o time do Linux, ao lado da Dell

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Realmente o ano de 2020 está sendo bastante interessante para a turma do Pinguim. Outrora um sistema operacional de nicho, que só os entusiastas gostavam e sabiam utilizar. Agora, podendo ser utilizado até pelo “afegão médio” sem precisar saber como “invadir a NASA”  ou se esconder em um quartinho escuro 😁. Hoje vamos falar da Lenovo.

O Linux vem recebendo atenção do mercado em relação à fatia dos desktops não é de hoje, mas, esse movimento começou de uma forma bem tímida. Chegando ao ponto em que esse pouco interesse fosse visto com desconfiança, por alguns dentro do mundo da Tecnologia. Ainda bem que o tempo é um grande “sábio senhor”  🧙‍♂️.

Caso da Lenovo

Agora, temos mais uma empresa para dar “corpo” ao Linux, estamos falando da Lenovo. Em abril deste ano (2020), ela já havia anunciado que estaria enviando nos seus notebooks ThinkPad P1 Gen2, ThinkPad P53 e ThinkPad X1 Gen8 com o Fedora Workstation.

Parece que ela está disposta a dar mais um passo para abraçar de vez o Linux em seu portfólio, agora, certificando a linha ThinkPad e ThinkStation Workstation para receber o suporte completo por parte das distribuições Ubuntu e Fedora.

O anúncio foi feito pelo Gerente Geral e Diretor Executivo para Desktop da Lenovo, Rob Herman, e aconteceu nesta terça-feira (2) em uma postagem no blog da empresa.

Ele usa como base para anunciar a decisão, uma amostragem feita pelo site NetMarketShare, o mesmo que apontou que o Windows vem perdendo usuários e que o macOS e Linux vem ganhando, como abordamos neste post.

Ele começou o anúncio dando a seguinte declaração:

“More than 250 million computers are sold each year and NetMarketShare reports that 2.87 percent – roughly 7.2 million users – are using those computers to run Linux®1. Once thought of as a niche IT crowd, this user base of data scientists, developers, application engineers, scientists and more is growing – stepping into sought-after roles across multiple industries and becoming essential within their companies.”

“Mais de 250 milhões de computadores são vendidos a cada ano e o NetMarketShare informa que 2,87% – aproximadamente 7,2 milhões de usuários – estão usando esses computadores para executar o Linux®. Antes considerada como um grupo de nichos em TI, essa base dos usuários de cientistas em dados, desenvolvedores, engenheiros de aplicação, cientistas e muito mais está crescendo – assumindo papéis procurados em vários setores e tornando-se essencial em suas empresas.”

Com esse movimento da Lenovo em certificar os seus computadores para as distribuições Ubuntu (Canonical) e Fedora (Red Hat), ela também “avança” no território do suporte, que hoje em dia é bem menor em relação ao Windows.

No comunicado, Herman, diz que esse movimento da Lenovo em entregar o Linux já pré-instalado nas máquinas, visa facilitar a vida dos usuários e também dos departamentos de TI. 

Ele também comentou que entende os usuários que gostam de “customizar” às suas máquinas, do sistema operacional ao hardware. Mas, que a Lenovo está focando em entregar estabilidade, para que isso não afete a produtividade da empresa.

Outro ponto que ele menciona, é que antes a Lenovo só certificava alguns modelos com o Linux, mas, que agora foi estendido para toda linha ThinkPad e ThinkStation Workstation, com suporte via web, fóruns dedicados, guias de configurações, entre outros benefícios.

Foi falado também o porquê das escolhas do Ubuntu e Red Hat/Fedora para abranger o portfólio da Lenovo.

Na parte do Ubuntu, foi escolhido a versão LTS do sistema, assim como a Dell entrega os seus produtos, agora a Lenovo também entregará os computadores com o Ubuntu-LTS. No momento muito provavelmente a versão 20.04 ou a 18.04. Um ponto que foi ressaltado, é o ciclo de desenvolvimento da LTS, que são 5 anos estendidos e “fornecendo maior confiança do usuário e estabilidade do sistema durante sua implantação.” segundo Herman.

Já na parte do Red Hat/Fedora, foram escolhidos para cenários bem específicos. O Red Hat Enterprise Linux® foi “escolhido” para “oferecer desempenho máximo em fluxos de trabalho gráficos, de animação e científicos” e que “oferece suporte de nível corporativo e estabilidade inigualável que os usuários esperam.”, de acordo com o Herman.

O Fedora por outro lado, será oferecido através de um projeto piloto, sendo pré-instalado na linha ThinkPad P53 e P1 Gen 2.

Para ver o anuncio completo do Herman, você pode conferi-lo aqui.

Agora algumas ponderações e talvez previsões minhas 😅, espero acertar elas.

A Lenovo chegando ao “time do pinguim” em peso, vai ajudar muito na popularização do Linux, ainda mais oferecendo suporte completo aos sistemas mencionados (Ubuntu e Red Hat/Fedora). Isso vai facilitar e muito a adoção do Linux no meio corporativo que é onde está o “grosso da grana”. 

Afinal, ao ter o sistema já pré-instalado e pronto para o uso, as pessoas que não são do nicho de TI, como o pessoal do R.H, designers, secretarias e afins, terão a chance de ir se acostumando com o Linux e se sentindo cada vez mais à vontade para usar no dia-a-dia. Assim podendo “”transferir”” o sistema da “firma” para a sua casa, e isso nos leva a outro ponto.

Como levantado na pesquisa da NetMarketShare, o uso de Linux vem subindo em 2020, saindo dos 1,47% e chegando perto dos 4% (3.17 do Linux + 0.40% ChromeOS). Creio que pode chegar em 5% ainda no segundo semestre deste ano (2020) e primeiro semestre de 2021, e isso para mim seria o “número mágico” para as empresas investirem no Linux. Então, “chuto” que quando o Linux se estabilizar na casa dos 5% de mercado, as empresas como Adobe e outras vão começar a ver o Linux como algo viável financeiramente ($$) para elas. Espero acertar essa previsão 😁😅😅.

Comente aí o que você achou dessa aproximação da Lenovo com o Linux.

Nos vemos no próximo artigo, forte abraço!

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