Ubuntu 26.04 LTS finalmente libera upgrades para usuários do Ubuntu 25.10
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Ubuntu 26.04 LTS finalmente libera upgrades para usuários do Ubuntu 25.10

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Após algumas semanas de espera desde o lançamento oficial do Ubuntu 26.04 LTS, a Canonical finalmente abriu o processo oficial de atualização para quem está usando o Ubuntu 25.10. Agora, os usuários já podem migrar para a nova versão de forma gráfica, diretamente pelo sistema.

Antes dessa liberação, já era possível forçar a atualização usando o do-release-upgrade -d, mas funcionava quase como um “cada um por si”. Era um caminho não oficial, sem qualquer garantia de estabilidade, e claramente voltado para usuários mais experientes dispostos a lidar com possíveis problemas no meio do processo.

Agora a situação muda. O upgrade está oficialmente habilitado, o que significa que a Canonical considera a migração madura o suficiente para usuários comuns.

Por que a Canonical demorou para liberar o upgrade?

O Ubuntu 26.04 LTS foi lançado em abril, então muita gente estranhou o fato das atualizações não terem sido liberadas imediatamente para quem estava no Ubuntu 25.10. Mas existe uma razão bem simples para isso: evitar problemas em larga escala.

Segundo relatos da comunidade e desenvolvedores, algumas configurações específicas estavam enfrentando bugs durante o upgrade, incluindo casos em que pacotes importantes eram removidos acidentalmente durante a migração. Considerando que é raro ver alguém usando Ubuntu totalmente “vanilla” hoje em dia, em sistemas Linux personalizados isso pode virar uma dor de cabeça bem rápido.

Então a Canonical segurou a liberação até ajustar os principais problemas detectados nas primeiras semanas pós-lançamento.

O Ubuntu 26.04 traz mudanças perceptíveis

A nova versão não é exatamente revolucionária visualmente, mas traz uma série de refinamentos que deixam a experiência mais moderna e consistente.

O Ubuntu 26.04 chega com o GNOME 50, kernel Linux 7.0 e algumas mudanças interessantes na experiência geral do desktop. O Overview do GNOME agora possui integração maior com pesquisas web e com a Snap Store, aproximando ainda mais a busca do sistema da ideia de um launcher centralizado para aplicativos, arquivos e conteúdo online.

Também existe uma integração mais direta do Ubuntu Pro dentro da central de segurança, algo que reforça como a Canonical continua aproximando recursos corporativos da experiência desktop tradicional.

Visualmente, as mudanças são discretas, mas perceptíveis. Os novos ícones de pasta ajudam a renovar um pouco a aparência do sistema, e pequenos detalhes, como o feedback visual para comandos sudo no terminal, deixam a experiência mais amigável para usuários menos experientes.

Ubuntu 26.04 LTS o que mudou desde o 24.04 (4)

Outro destaque importante é a chegada facilitada de ferramentas como NVIDIA CUDA e AMD ROCm diretamente nos repositórios oficiais. Para desenvolvedores, pesquisadores e usuários que trabalham com IA ou aceleração computacional, isso reduz bastante a complexidade inicial do setup.

Atualizar agora ou esperar mais um pouco?

Essa é sempre uma pergunta delicada quando falamos de upgrades de sistemas operacionais. Tecnicamente, o sistema já foi considerado estável o suficiente para receber upgrades oficiais. Mas isso não significa que todo cenário possível foi testado.

Quem usa muitos PPAs, repositórios externos, drivers específicos ou customizações mais profundas ainda pode encontrar pequenos problemas no caminho. Não necessariamente falhas graves, mas comportamentos estranhos típicos de uma grande atualização de sistema.

Por isso, para máquinas de produção realmente críticas, talvez ainda faça sentido esperar mais uma ou duas semanas antes de atualizar. Agora, para a maioria dos usuários domésticos, especialmente quem já mantém o sistema relativamente limpo e atualizado, o processo tende a ser tranquilo.

E existe um detalhe importante: o suporte do Ubuntu 25.10 termina em julho de 2026. Então, cedo ou tarde, a migração será necessária de qualquer forma.

Quando a atualização estiver disponível, o próprio Ubuntu deve notificar automaticamente o usuário através do Atualizador de Programas. Também é possível abrir manualmente o Update Manager e verificar atualizações. Se tudo estiver atualizado corretamente, o sistema exibirá a opção de migrar para o Ubuntu 26.04 LTS.

Como sempre, existem alguns cuidados básicos antes de clicar em “Atualizar”.

Fazer backup continua sendo obrigatório, principalmente de arquivos importantes e configurações pessoais. Também vale garantir que há espaço livre suficiente no disco e instalar todas as atualizações pendentes antes de iniciar o processo. Depois disso, o upgrade praticamente segue sozinho.

O Ubuntu permite continuar usando o computador durante a instalação, mas, sinceramente, essa nunca é a melhor ideia. Conforme os pacotes vão sendo substituídos em segundo plano, alguns aplicativos podem travar, ficar visualmente quebrados ou apresentar comportamento estranho temporariamente.

Os avisos continuam existindo

Quem já fez upgrades grandes no Ubuntu provavelmente conhece aqueles diálogos meio intimidantes que aparecem durante o processo.

Mensagens sobre “pacotes estrangeiros”, repositórios desativados ou dependências modificadas continuam surgindo no Ubuntu 26.04, e provavelmente continuarão confundindo usuários iniciantes por muitos anos. Na maior parte das vezes, esses avisos são normais.

PPAs e repositórios externos, por exemplo, continuam sendo desativados automaticamente durante upgrades. Isso evita incompatibilidades enquanto o sistema base é atualizado. Depois da instalação, o usuário precisa reativar manualmente aquilo que ainda fizer sentido.

Curiosamente, instalações limpas do Ubuntu 26.04 não incluem mais a ferramenta gráfica “Software & Updates” da mesma forma que antes, embora ela permaneça disponível em upgrades vindos de versões anteriores.

O Ubuntu está ficando mais pesado?

Talvez a mudança mais honesta do Ubuntu 26.04 não esteja no sistema em si, mas nos requisitos recomendados. Agora a Canonical sugere pelo menos 6 GB de RAM para uma experiência confortável, enquanto versões anteriores mencionavam 4 GB como suficiente.

Na verdade, o Ubuntu não virou um sistema absurdamente pesado de uma versão para outra. O que mudou foi a percepção da realidade atual.

Navegadores modernos, aplicativos Electron, videoconferências, múltiplas abas e ferramentas de produtividade consomem muito mais recursos hoje do que alguns anos atrás. Então talvez a Canonical esteja apenas sendo mais sincera sobre o tipo de hardware necessário para uma experiência realmente confortável com qualquer sistema operacional moderno em 2026.

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