Escolher entre Tumbleweed e Leap costuma envolver uma questão simples, mas nem sempre fácil de responder: qual versão de determinado programa está disponível em cada uma das distribuições?
Até agora, descobrir isso poderia exigir consultas aos repositórios, pesquisas pacote por pacote ou informações espalhadas pela documentação. O openSUSE decidiu simplificar o processo com o osdiff, uma nova ferramenta que reúne essas comparações em uma única página.
Uma fotografia dos pacotes do openSUSE
O funcionamento é direto. O osdiff coleta os índices oficiais de pacotes do openSUSE e compara as versões disponíveis no Tumbleweed, Leap 16.1 e Leap 16.0. Os resultados são apresentados em uma tabela que pode ser pesquisada e ordenada.
Uma execução recente encontrou mais de 17 mil pacotes-fonte nas três versões. Entre eles, mais de 10 mil estão presentes tanto no Tumbleweed quanto no Leap 16.1.
A ferramenta classifica os resultados em categorias como Older-in-Leap, quando o Leap utiliza uma versão anterior à do Tumbleweed; Newer-in-Leap, quando ocorre o contrário; Same, para versões idênticas; além dos pacotes disponíveis exclusivamente em uma das distribuições.
O resultado é uma maneira objetiva de observar onde as duas linhas do openSUSE convergem e onde começam a se afastar.
Há ainda uma categoria chamada Perfection, usada para pacotes em que Tumbleweed e Leap 16.1 estão na mesma versão e, segundo os dados do Repology, nenhuma outra distribuição Linux conhecida oferece uma versão mais recente.
O que exatamente está sendo comparado?
Existe uma ressalva técnica importante: o osdiff compara a versão upstream dos programas, e não a revisão do pacote RPM.
Isso significa que dois pacotes podem aparecer com a mesma versão na tabela e, ainda assim, possuir diferenças relacionadas ao empacotamento, como correções específicas da distribuição. A ferramenta deixa essa distinção clara justamente para evitar uma interpretação equivocada dos números.
Os dados são obtidos dos índices oficiais do openSUSE, enquanto informações sobre versões upstream vêm do Repology. Quando disponíveis, os responsáveis pelos pacotes também são identificados.
O osdiff já seria útil apenas como uma tabela, mas o projeto vai além. Os resultados completos também podem ser baixados em JSON, JSON compactado e CSV.
Isso transforma a ferramenta em uma fonte de dados que pode ser reutilizada por outros projetos. Um administrador pode importar o CSV para uma planilha, um desenvolvedor pode verificar automaticamente versões disponíveis ou um pesquisador pode analisar a evolução dos pacotes do openSUSE.
A própria existência desses dados também ajuda a reduzir um problema comum em comparações entre distribuições: informações antigas espalhadas pela internet. Uma lista publicada em um artigo pode continuar aparecendo nos mecanismos de busca muito depois de deixar de representar a realidade. O osdiff, por outro lado, é regenerado automaticamente e funciona como uma fotografia atualizada dos repositórios.
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