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O Steam Deck 2 virá com Windows?

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Boatos recentes sugerem que a Valve estaria preparando um Steam Deck 2 com Windows como sistema padrão. A hipótese acendeu alertas na comunidade e levantou dúvidas sobre o futuro do Linux nos jogos. Este Diolinux Responde reúne as perguntas enviadas pelos membros do canal em setembro, no caminho, entram na roda a importância estratégica da TSMC, a relação entre distros baseadas e derivadas, formas de personalizar o Cinnamon no Linux Mint, a curiosidade por trás do pinguim da bancada e indicações realistas para quem quer estudar C++ sem se perder.

Valve, Steam Deck e o rumor do Windows

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Se a Valve adotasse Windows num suposto Steam Deck 2, o que aconteceria com o SteamOS e com todo o investimento em Linux nos últimos anos? A análise começa por um fato simples: não há confirmação séria desse rumor. O histórico da empresa e a estratégia atual de produto indicam que trocar o SteamOS por Windows como padrão não faz sentido. O Steam Deck foi construído para ser um dispositivo em que software, firmware, drivers e a camada Proton trabalham em conjunto; abrir mão disso significaria abdicar do controle fino da experiência e voltar à dependência de terceiros. É justamente o cenário que a Valve buscou evitar desde 2013, quando trouxe o cliente da Steam para Linux e apostou no ecossistema aberto como caminho de longo prazo.

Outro ponto estrutural: por ser uma empresa de capital fechado, a Valve não vive o mesmo tipo de pressão trimestral que recai sobre companhias listadas em bolsa. Isso dá espaço para decisões que priorizam valores para além do lucro imediato, como a experiência de usuário, mesmo quando o caminho aparentemente “mais fácil” comercialmente seria outro. Se alguém quiser usar Windows no Deck, a própria Valve disponibiliza drivers; apoiar essa possibilidade é diferente de tornar o Windows o padrão.

Quanto a novos formatos de hardware, há especulações recorrentes, como a ideia de um console de mesa, apelidado de Steam “Frame”, que lembraria as Steam Machines com ajustes modernos, mas nada que sugira abandono do SteamOS. O cenário plausível é a manutenção do Linux como base, melhorias contínuas no Proton e no suporte a quem optar por Windows, sem que isso redesenhe o pilar estratégico da plataforma. Para uma visão de tendências, recomendamos nosso conteúdo onde discorremos sobre a evolução do Linux em desktops ao longo dos últimos 15 anos.

TSMC: a gigante que fabrica o silício do mundo

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Muita gente conhece Apple, AMD, Qualcomm e NVIDIA pelos produtos finais; poucas conhecem a TSMC com o mesmo destaque. A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company é a fundição que transforma projetos de chips em realidade física, operando processos de litografia de ponta, com escala industrial e rendimento que viabilizam tudo, de SoCs para smartphones a GPUs topo de linha. Essa posição vem de um modelo industrial em que muitas empresas são “fabless”: projetam, validam e otimizam arquiteturas, mas não fabricam. A TSMC ocupa a etapa crítica de transformar o design em wafer, com nós de fabricação cada vez menores e mais eficientes.

O impacto disso no cotidiano é direto. Quando a TSMC encontra gargalos de produção, cronogramas escorregam, estoques ficam instáveis e ecossistemas inteiros são afetados, do lançamento de um iPhone à disponibilidade de placas de vídeo. Do ponto de vista de inovação, a capacidade de empurrar a fronteira física do transistor determina ganhos reais de desempenho e eficiência energética. É por isso que a TSMC, embora pouco visível ao público, é essencial para a tecnologia que usamos diariamente.

“Baseado” e “derivado” em distros Linux: onde termina o “Inception”?

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Quando dizemos que o Ubuntu é derivado do Debian, significa que a Canonical parte de um “snapshot” do trabalho do Debian, reempacota, mantém servidores, decide versões e políticas e publica uma distribuição com ciclo próprio. Há compatibilidade e herança técnica, mas também autonomia operacional.

Já quando falamos de distros baseadas diretamente no Ubuntu, como Linux Mint e Zorin, a ideia é que apontem os repositórios principais para os do Ubuntu, adicionando camadas próprias de temas, ferramentas, metapacotes e repositórios extras. Isso cria uma dependência mais imediata: se uma mudança ocorre nos repositórios do Ubuntu, a distro baseada enxerga o efeito quase em tempo real, ainda que possa mitigar com pacotes próprios e ajustes.

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Até quantos “níveis” isso pode chegar? Em teoria, inúmeros. Na prática, o ecossistema se organiza em poucos troncos, onde podemos destacar Debian/Ubuntu, Fedora, Arch e openSUSE, com derivações diretas e indiretas. 

Há modelos híbridos, como o Pop!_OS, que nasceu fortemente apoiado no Ubuntu, mas vem ampliando infraestrutura própria, espelhos e repositórios específicos. A melhor régua para entender o quanto uma distro depende de outra é observar quem mantém os repositórios principais, quem assina os pacotes e quem define o tempo de atualização. Se a distro controla isso, há derivação com autonomia; se aponta para os servidores “da mãe”, a base direta é o fator dominante. 

Dizer que o Ubuntu é “baseado” no trabalho do Debian não está errado em termos amplos, assim como dizer que é “derivado” no sentido técnico de manutenção e governança. A diferença prática aparece quando a origem muda algo: quem está “pendurado” diretamente sente primeiro; quem derivou e levou para casa os repositórios pode amortecer, segurar versões e aplicar políticas distintas de escolha de pacotes, segurança e estabilidade.

Cinnamon no Linux Mint: como voltar ao “feeling” anterior nos diálogos

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Quando falamos em “diálogos” no Cinnamon, normalmente nos referimos a janelas de autenticação, prompts, tooltips e demais componentes do Shell que seguem o tema do ambiente. Se a aparência atual incomoda, o caminho de menor atrito é trabalhar com temas. 

Em Configurações → Temas, é possível alternar o tema do Cinnamon, do GTK e dos ícones. Temas como o Adapta e variantes mantidas pela comunidade frequentemente mudam a aparência desses diálogos de forma perceptível, aproximando do visual desejado.

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Outra alternativa é instalar temas adicionais pelo gerenciador do próprio Mint, testar um a um e escolher o que melhor casa com o resto do sistema. Para quem guarda backups, copiar um tema antigo para a pasta ~/.themes e selecioná-lo costuma funcionar, embora versões novas do Cinnamon às vezes introduzam mudanças de CSS e GTK que exigem pequenos ajustes. 

Se houver aplicações Qt no sistema, vale lembrar que a consistência estética depende também de configurar o tema Qt correspondente, evitando aquele contraste incômodo entre mundos diferentes. Não há um “botão mágico” para restaurar exatamente o layout passado, mas a via dos temas, combinada com ajustes finos, devolve praticamente o mesmo sentimento visual.

O pinguim da bancada: que história é essa?

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O pinguim que aparece em nossos vídeos não é um enfeite comum de prateleira. Trata-se do TuxDroid, um projeto da virada de 2010 que tentou materializar um assistente pessoal antes da popularização de Alexa e Google Assistant. 

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O produto original teve vida curta, o que o transformou em item raro. Houve quem tentasse uma releitura anos depois, e existe um site que alega comercializar edições recentes, mas não temos como atestar a confiabilidade da operação; tudo indica ser algo pequeno, quase artesanal.

Na prática, quem busca um TuxDroid hoje percorre o mercado de segunda mão, grupos e leilões. Para decorações com tema Linux de modo geral, a busca por artesãos e impressões 3D costuma render alternativas interessantes. E, já que o assunto é compras, lembramos que nossa página de Ofertas reúne links afiliados de parceiros como Amazon e AliExpress. Usar esses links não altera o preço e ajuda a manter o projeto no ar.

C++: por onde estudar sem se enrolar

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Essa linguagem não é exatamente nossa praia, mas assim como toda linguagem de programação, aprender C++ com qualidade pede um mapa de navegação. O primeiro passo é definir o alvo: escrever C++ moderno, alinhado ao padrão atual (C++20/23), usando ferramentas que viabilizem projetos reais. Um bom roteiro combina teoria, referência e prática. Para a trilha, recomendamos usar o Roadmap.sh como guia de temas, porque organiza tópicos em ordem lógica e sugere materiais confiáveis; temos um vídeo mostrando como aproveitar a plataforma e construir um estudo progressivo.

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