Linux 6.16 turbina a sua VPN e permite quantia absurda de memória RAM
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Linux 6.16 turbina a sua VPN e permite quantia absurda de memória RAM

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Linus Torvalds, nosso eterno benevolente grande líder do kernel, acaba de liberar o Linux 6.16 e, como de costume, ele fez isso num domingo à tarde, possivelmente enquanto tomava um café e pensava em como a vida seria mais fácil se todo mundo usasse Git direito.

Desta vez, a versão chegou sem grandes sustos e sem dramas de última hora. Mas não se engane pela tranquilidade: essa atualização traz melhorias que vão desde economia de bateria em dispositivos móveis até otimizações para animar a vida dos administradores de sistemas.

VPN turbinado

Quem já usou OpenVPN em servidores Linux sabe que, às vezes, a velocidade é muito prejudicada. Pois bem, o Linux 6.16 chega com o OpenVPN Data Channel Offload (DCO), uma feature que tira parte do processamento do espaço do usuário e joga direto no kernel.

Com isso, transferências grandes ficaram muito mais rápidas, especialmente em servidores que lidam com toneladas de dados. Se a sua VPN antes parecia um modem discado, agora ela finalmente vai poder justificar sua conexão de 1Gbps.

256 TB de RAM não bastam

Quem acha que 256 TB de RAM são suficientes para qualquer coisa, claramente nunca tentou rodar um dos maiores bancos de dados modernos ou treinar um modelo poderoso de IA como o ChatGPT. O Linux 6.16 traz suporte universal para paginação de cinco níveis (five-level paging), aumentando o limite teórico de endereçamento para 128 PB (isso é 128.000 TB, caso você esteja se perguntando).

Claro, ninguém no mundo real tem um servidor com essa quantidade absurda de memória—ainda. Mas quando a computação quântica chegar de vez, pelo menos o kernel já estará mais preparado.

Segurança

Intel TDX 

Se você usa máquinas virtuais para coisas sérias (como hospedar aquele servidor de Minecraft que seu primo chama de “empreendimento”), vai adorar o suporte a Intel Trusted Domain Extensions (TDX). Essa feature usa criptografia baseada em hardware para isolar totalmente as VMs do host, impedindo que, por exemplo, um hypervisor comprometido espie seus dados.

Chaves de criptografia no hardware

Antes restrita ao Android, a funcionalidade de hardware-wrapped keys chegou ao kernel principal. Em vez de armazenar chaves de criptografia na memória RAM (onde algum exploit pode bisbilhotar), elas agora ficam guardadas em chips de segurança dedicados. Se um invasor tentar roubá-las, vai acabar com um punhado de bits inúteis.

Sistemas de arquivos

O EXT4, velho conhecido de servidores e desktops Linux, recebeu otimizações que aceleram operações sequenciais em até 37%. Se você já reclamou que seu servidor de banco de dados estava lento, agora talvez seja hora de atualizar o kernel antes de culpar o DBA.

Enquanto isso, o XFS ganhou suporte a writes atômicos grandes, garantindo que operações críticas ou são completadas por inteiro, ou simplesmente não acontecem, evitando corromper arquivos.

Do áudio ao acessório da Apple

A sessão de drivers também ganhou ajustes que contemplam alguns acessórios e dispositivos populares:

  • O Apple Magic Mouse 2 (USB-C) finalmente funciona;
  • Acer Nitro e ByoWave Proteus ganharam suporte;
  • ASUS ROG Ally agora suspende e retorna corretamente;
  • USB Audio Offload – O áudio pode continuar tocando mesmo quando o sistema dorme.

E tem mais! Selecionamos alguns ajustes-chave no kernel que podem fazer a diferença no seu dia a dia:

  • RISC-V deixou de ser “experimental” no KVM;
  • Bcachefs só rebalanceia em dispositivos na tomada, evitando o consumo desnecessário de energia armazenada na bateria;
  • SELinux agora cacheia decisões de acesso, reduzindo a redundância e aumentando o desempenho em certas tarefas de acesso a diretórios e arquivos.

Quando chega na minha distro?

Para aqueles que gostam de viver no limite, o código-fonte já está disponível no kernel.org. Mas se prefere algo menos hardcore, distribuições rolling release como Arch e openSUSE Tumbleweed devem receber o 6.16 nas próximas semanas.

Já para os usuários de Ubuntu e derivados… bem, a boa notícia é que o 6.17 (sim, o próximo) será o kernel oficial do Ubuntu 25.10. Mas quem usa versões LTS pode esperar por atualizações de kernel HWE no começo do ano que vem.

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