Enquanto o governo da Dinamarca anuncia sua migração para o Linux, sistemas de tráfego aéreo dos EUA ainda dependem do Windows 95 e de disquetes. Enquanto isso, o cemitério de serviços do Google ganha mais um habitante, e a Mozilla decide enterrar sua própria aposta em IA. Se você acha que sua vida digital é instável, espere até ver o que está acontecendo nos bastidores da tecnologia no Diolinux News de hoje!.
O cemitério de serviços tecnológicos está lotado
O Google parece ter um talento especial para criar produtos inovadores e depois abandoná-los. Dessa vez, a vítima é o Instant Apps, uma funcionalidade lançada em 2017 que permitia testar aplicativos sem instalá-los completamente. A ideia era interessante: reduzir o armazenamento ocupado no celular e dar ao usuário uma prévia antes do download. No entanto, após oito anos, pouquíssimos desenvolvedores adotaram a tecnologia, e o público sequer notou sua existência. Resultado? O Google decidiu descontinuar o serviço, adicionando mais um nome à sua já extensa lista de projetos abandonados.
Mas o Google não está sozinho nessa tendência funesta. A Mozilla, que vem tentando competir com os gigantes da tecnologia em inovação, também anunciou o fim do Orbit, uma extensão de IA para o Firefox. Lançada há apenas seis meses, a ferramenta prometia revolucionar a navegação com recursos como resumos automáticos de páginas e vídeos do YouTube, além de permitir interações via chat com o conteúdo. Apesar do potencial, a Mozilla marcou o encerramento do projeto para 26 de junho, alegando baixa adoção.
Felizmente, quem ainda deseja utilizar IA no Firefox não ficará completamente desamparado. O navegador mantém sua funcionalidade de chat na sidebar, onde é possível escolher entre diferentes modelos de IA, incluindo opções como o ChatGPT e o Claude. Ainda assim, o fim do Orbit levanta questões sobre a dificuldade que empresas menores enfrentam para competir com soluções já consolidadas no mercado.
A batalha dos consoles portáteis
O mundo dos jogos portáteis está mais movimentado do que nunca. A Microsoft, que já domina o mercado de PCs e marca presença no cenário de consoles com o Xbox, resolveu entrar na briga com um novo dispositivo desenvolvido em parceria com a ASUS. Será que isso representa uma ameaça ao Steam Deck?
Esse foi um dos temas discutidos no último episódio do Diocast. A discussão explorou as possíveis implicações dessa nova entrada no mercado, comparando recursos, desempenho e compatibilidade com sistemas Linux. Afinal, o Steam Deck tem como grande trunfo sua integração com o Proton, a camada de compatibilidade da Valve que permite rodar jogos de Windows no Linux sem grandes complicações.
Tráfego aéreo dos EUA parado no tempo
Se você acha que seu computador é antigo e já deveria ter sido aposentado, prepare-se para um choque de realidade. Enquanto muitos usuários reclamam de sistemas como Windows 7 estarem obsoletos e do fim iminente do Windows 10, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos ainda opera parte de sua infraestrutura crítica usando Windows 95 — e, pasmem, disquetes.
Essa informação veio à tona durante uma audiência orçamentária no Congresso dos EUA, onde a FAA discutiu planos para modernizar seus sistemas de controle de tráfego aéreo. O problema é que, devido à natureza crítica desses sistemas — onde qualquer falha pode resultar em tragédias —, a migração para tecnologias mais recentes é um processo lento, complexo e extremamente caro.
Estimativas sugerem que um terço dos sistemas de controle de voo do país ainda dependem de tecnologias obsoletas, e o custo para atualizá-los pode chegar a dezenas de bilhões de dólares. Enquanto isso, os controladores de voo continuam trabalhando com máquinas que, para muitos, são peças de museu.
O fim do suporte ao Ubuntu 24.10
Manter o sistema operacional atualizado é uma das regras básicas de segurança digital. E se você continua usando o Ubuntu 24.10, é bom se preparar para uma mudança urgente. A partir do dia 10 de julho, essa versão perderá o suporte oficial da Canonical, significando fim das atualizações de segurança e correções de bugs.
O Ubuntu 24.10 é uma versão não-LTS, ou seja, seu ciclo de vida é curto — apenas nove meses, contra os cinco anos oferecidos pelas versões LTS (Long-Term Support). Se você prefere utilizar versões não-LTS para ter acesso a recursos mais recentes, não há problema, mas é essencial migrar para a nova versão assim que ela estiver disponível.
A boa notícia é que o processo de atualização é simples:
- Faça um backup dos seus arquivos importantes;
- Abra o Atualizador de Programas;
- Siga as instruções do próprio Atualizador para instalar o Ubuntu 25.04.
Ignorar essa atualização pode deixar seu sistema vulnerável a malwares e falhas críticas, então não deixe para a última hora.
LibreOffice pela migração do Windows 10 para Linux
Com o fim do suporte do Windows 10 se aproximando (outubro de 2025), milhões de usuários enfrentam um dilema: atualizar para o Windows 11, se o hardware permitir, ou comprar um computador novo. Mas há uma terceira opção que vem ganhando força: migrar para o Linux.
A The Document Foundation, responsável pelo LibreOffice, está incentivando essa transição. Segundo eles, a combinação Linux + LibreOffice oferece uma alternativa mais poderosa, privada e preparada para o futuro do que continuar no ecossistema Windows + Microsoft 365.
O KDE, uma das principais interfaces gráficas do Linux, também tem uma página dedicada a essa migração, destacando vantagens como:
- Menor consumo de recursos computacionais (ideal para máquinas antigas);
- Maior controle sobre atualizações e privacidade;
- Custo zero em software (sem necessidade de licenças caras).
Para quem está preso no Windows 10 por limitações de hardware, o Linux surge como uma saída viável e econômica.
Dinamarca em busca de soberania digital
Enquanto usuários domésticos ainda hesitam em abandonar as soluções privadas da Microsoft, o governo da Dinamarca está dando um passo ousado. O Ministério de Assuntos Digitais do país anunciou que metade de seus funcionários abandonarão o Office 365 em favor do LibreOffice.
O objetivo é claro: aumentar a soberania digital, reduzindo a dependência de soluções controladas por empresas estrangeiras, como a Microsoft. Se a migração for bem-sucedida, todo o ministério deverá estar usando LibreOffice até o final do ano.
Essa não é a primeira vez que um governo europeu toma essa decisão. A Alemanha, por exemplo, já teve órgãos públicos migrando para soluções de código aberto. Mas a iniciativa dinamarquesa reforça uma tendência crescente: a busca por independência tecnológica em um mundo cada vez mais dominado por grandes corporações.
Drops
Manjaro planeja adotar Wayland por padrão
O Wayland vem ganhando espaço como substituto do antigo X11, e agora o Manjaro está considerando torná-lo o padrão em suas versões com KDE. Uma pesquisa no fórum oficial da distro está coletando feedbacks de usuários sobre sua experiência com Wayland em diferentes hardwares (Intel, AMD e NVIDIA). Ainda não há data definida, mas a mudança parece inevitável.
Novo jogo da Remedy funciona no Steam Deck
A Remedy Entertainment, famosa por franquias como Max Payne e Alan Wake, lançou FBC: Firebreak, um jogo de tiro cooperativo focado em ação em equipe. Apesar de só ter versão para Windows, a desenvolvedora confirmou que o jogo roda perfeitamente no Steam Deck via Proton. Para quem gosta de jogos intensos e cooperativos, essa é uma ótima pedida.
Jogo em promoção da semana
Se você busca um jogo relaxante e diferente, Dave the Diver está com 40% de desconto no Steam. Por R$ 36, você mergulha em um RPG onde o objetivo é pescar criaturas marinhas exóticas durante o dia e administrar um restaurante de sushi à noite. Com classificação Platina no ProtonDB, o jogo é uma ótima opção para usuários Linux.
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