Brave Origin: o navegador para quem quer o Brave sem os “recursos extras”
O Brave conquistou uma boa reputação entre quem procura um navegador com foco em privacidade. Além do bloqueio de anúncios e rastreadores, o navegador baseado no Chromium oferece recursos que dificultam o monitoramento da navegação e mantém boa compatibilidade com sites e extensões. O problema é que, ao longo dos anos, o Brave também passou a incorporar uma série de funcionalidades que nem todo mundo deseja utilizar.
Carteira de criptomoedas, assistente de inteligência artificial, VPN, integração com Tor e outras ferramentas fazem parte da experiência do Brave tradicional. Embora seja possível desativar ou esconder algumas delas, nem sempre existe uma maneira de simplesmente removê-las do navegador. É justamente para quem prefere uma experiência mais enxuta que existe o Brave Origin.
O mesmo Brave, com menos coisas
A proposta do Origin é oferecer a experiência fundamental do Brave sem boa parte dos recursos adicionais que foram incorporados ao navegador ao longo do tempo.
Isso significa que o usuário continua tendo acesso ao que tornou o Brave conhecido. O bloqueador Brave Shields continua presente, assim como as configurações de privacidade, sincronização, suporte a extensões, gerenciamento de senhas, diferentes mecanismos de busca e os demais recursos esperados de um navegador moderno.
Ao mesmo tempo, elementos como a carteira de criptomoedas e o assistente de IA desaparecem da interface. O resultado é um navegador que visualmente continua bastante familiar para quem já utiliza o Brave, mas apresenta uma quantidade consideravelmente menor de opções e funcionalidades.

Instalar no Linux é simples
No Linux, o Brave Origin pode ser instalado gratuitamente diretamente pelos canais oficiais do projeto. A página específica para Linux oferece um comando capaz de identificar a distribuição utilizada e instalar a versão correspondente, evitando que o usuário precise procurar manualmente pelo pacote correto.
Também existem versões Release, Beta e Nightly. Para quem pretende utilizar o navegador diariamente, a versão estável é naturalmente a escolha mais indicada, enquanto Beta e Nightly fazem mais sentido para quem deseja experimentar recursos antes do lançamento oficial ou ajudar nos testes.
O navegador oferece suporte tanto a computadores x86-64, utilizados pela maioria das máquinas com processadores Intel e AMD, quanto a sistemas ARM64, cada vez mais comuns em notebooks e outros dispositivos.
A privacidade continua sendo a prioridade
A remoção dos recursos extras não significa abrir mão das características de privacidade do Brave. O Origin mantém o Brave Shields, responsável pelo bloqueio de anúncios e rastreadores, além das configurações de privacidade e segurança presentes no navegador tradicional.
Também permanecem recursos como sincronização entre dispositivos, extensões, diferentes mecanismos de pesquisa e ferramentas relacionadas ao isolamento da navegação.
Outro detalhe interessante aparece logo na primeira execução: o envio automático de relatórios de diagnóstico em caso de falhas vem desativado por padrão. O usuário pode ativá-lo caso queira colaborar com o desenvolvimento do navegador.
Portanto, o Origin não é uma versão “capada” no sentido de retirar funcionalidades essenciais. A ideia é remover justamente aquilo que não é necessário para utilizar o Brave como navegador.

Por que custa US$ 60 em outros sistemas?
É aqui que o Brave Origin fica particularmente curioso. No Windows e no macOS, a licença custa US$ 60 em uma compra única, enquanto no Linux o navegador pode ser utilizado gratuitamente.
Segundo o próprio Brave, isso está relacionado à forma como algumas distribuições Linux, como o Zorin OS, já distribuíam versões modificadas do navegador, removendo recursos adicionais antes de entregá-lo aos usuários. O Origin oferece uma alternativa oficial para esse cenário, permitindo que essas pessoas utilizem uma versão enxuta mantida pelo próprio Brave.
A licença adquirida também permite utilizar o navegador nas outras plataformas suportadas, incluindo Windows, macOS, Android e iOS. No Linux, entretanto, não existe essa obrigação de pagamento. Quem quiser apoiar financeiramente o projeto pode comprar a licença mesmo assim.
Vale a pena?
Para quem gosta do Brave justamente por seus recursos de privacidade, mas sempre achou desnecessário carregar uma carteira de criptomoedas, IA, VPN e outras ferramentas integradas ao navegador, o Origin é uma proposta bastante interessante.
Ele mantém a essência do Brave, mas reduz consideravelmente a quantidade de recursos que ficam disputando espaço na interface. No Linux, há ainda a vantagem de poder experimentar essa versão gratuitamente.
Isso não significa que o Brave Origin seja necessariamente a melhor opção para todo mundo. Existem outros navegadores com propostas diferentes, especialmente para quem coloca privacidade, personalização ou independência do Chromium acima de outros critérios. Ainda assim, para quem já gosta do Brave e simplesmente queria um Brave mais simples, o Origin finalmente resolve uma limitação que durante muito tempo não tinha uma solução oficial.
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