Governo sul-coreano estuda viabilidade da migração para Linux

Com o fim do suporte da Microsoft ao Windows 7, algumas situações “inusitadas” foram criadas, como o parque tecnológico de alguns governos, por exemplo o sul-coreano.  

No começo do ano passado, mais precisamente em maio de 2019, fizemos uma matéria comentando que o governo sul-coreano estava estudando a migração de uma grande parte dos seus computadores com Windows 7 para alguma distribuição Linux, como por exemplo o Ubuntu. Parece que agora finalmente vão por em prática o plano.  

Na época o chefe do Ministério de Estratégia e Finanças, Choi Jang-hyuk, comentou que queria reduzir os custos de licenciamento e a dependência do governo com a Microsoft, no caso o Windows. Ainda complementando:  

“Resolveremos nossa dependência para uma única empresa enquanto reduzimos o orçamento, assim introduzindo um sistema operacional de código aberto.”

Foi projetado que o update do Windows 7 para o Windows 10 nos computadores governamentais sul coreanos, ficariam em torno de 780 bilhões de won (cerca de US$ 655 milhões ou quase R$2 bilhões e meio na cotação atual).

A ideia do governo, é que até 2026 a migração seja feita das suas estações de trabalho com Windows 7 para as distribuições Linux escolhidas esteja concluída.  

Em uma primeira “etapa” vamos assim dizer, o Ministério da Defesa Nacional e a Agência Nacional de Polícia já estão usando o Harmonica OS 3.0, que baseado no Ubuntu 18.04.3 LTS com o Cinnamon 4.2 (DE presente no Linux Mint) e alguns apps do Mint.  

Já a divisão de serviços postais coreanos (equivalente aos Correios aqui no Brasil), está migrando seus PCs com Windows 7 para a distro TMaxOS, que até onde pude apurar é baseada no Debian.  

Outra distro baseada no Debian e que está sendo usada pela Defesa e pelo Ministério da Administração Pública e Segurança, é o Gooroom Cloud OS. Essa distro é mais focada no “desktop na nuvem”, algo que o Chrome OS faz.  

O Windows ainda terá um papel importante dentro da infraestrutura do governo sul coreano, como aponta o site de notícias para negócios da Coréia do Sul, o Aju Business Daily. O modelo de uso hoje em dia é que as autoridades do governo tem dois PCs, um com o Windows para atividades de intranet (acesso somente a rede local e não para a internet) e um com uma distro Linux para acessar a Internet.  

Até 2026, se pretende usar laptops com Windows para acessos na intranet do governo e um tipo de máquina virtual ou um tipo de DaaS (Desktop-as-a-Service) acessando um tipo de servidor na nuvem, para às outras atividades, como o acesso a internet por exemplo.  

Um ponto a ser levantado também, é que a Microsoft pode entrar em algum acordo com o governo sul coreano e tentar viabilizar o update dos PC’s com Windows 7 para o Windows 10, como também pode não acontecer e ter a migração para alguma distro Linux completa. Isso vai depender como as políticas públicas daquela governo vão ser orientadas até 2026, é esperar pra ver. Informações obtidas pelo pessoal do ZDNet.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum, o Diolinux Plus. Espero você até a próxima, um forte abraço.


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O termo "LTS", uma singla do inglês para "Long Term Support", é amplamente utilizado no mundo dos softwares. Se você conhece o Ubuntu, talvez já tenha ouvido falar no "Ubuntu 16.04 LTS" ou qualquer outro. Esses softwares recebem esse nome como forma de designação do tempo de suporte que seus mantenedores se propõem a mantê-lo.