Rode games nativos de Linux em versões especificas dentro da Steam

steam linux

A Valve vem investindo ultimamente, um tempo e dinheiro bem considerável nas soluções de games para rodarem no Linux, um exemplo famoso é o Proton. Agora ela dá mais um passo.    

Enquanto o Proton é uma solução que junta em um mesmo “guarda-chuva” (vamos assim dizer) o Wine e o DXVK, para rodar jogos de Windows no Linux, agora a Valve “ataca” os jogos que são desenvolvidos nativamente para o sistema do pinguim.  

No mês passado (novembro), foi lançado uma nova feature chamada Steam Linux Runtime, que está disponível no cliente beta da Steam. O anúncio foi feito no blog oficial da Steam, pelo desenvolvedor da Valve, Timothee Besset.  

Essa nova funcionalidade, segundo Besset, abre a possibilidade de usar os jogos em contêineres, assim isolando do sistema, podendo com isso ajudar a Valve em dar suporte aos jogos mais antigos nas distribuições mais recentes, assim podendo colocar runtimes diferentes, libs mais recentes, ter um controle de qualidade maior sem que afete o sistema. 

Como usar o Steam Linux Runtime ?

Para utilizar essa nova ferramenta, primeiro você vai precisar ter a versão Beta da Steam no Linux, que você consegue acessar através deste caminho:  Steam > Configurações (Settings) > Conta (Account) e depois marcar a opção de participar do beta, e será preciso dar um restart na Steam.  

Depois que fizer isso, na sua Biblioteca (Library) você vai procurar por “linux runtime” e instalar a ferramenta. No meu caso, eu já tenho ela instalada e por isso só precisei dar um update, mas se você não tem, vai aparecer o botão de Instalar (Install).  

Agora para testar em algum jogo, você vai nas Propriedades dele e “forçar” ele a utilizar o Steam Linux Runtime. Lembrando que essa ferramenta é para jogos nativos, ou seja, que tenham versões para o Linux. O jogo que testei foi o 7 Days to Die.  

Pode acontecer que alguns jogos não rodam, assim forçando você a tirar essa opção do jogo. É muito incrível que isso esteja acontecendo, pois os devs e produtoras que tem jogos “antigos” no Linux  e querem dar um update neles, possam fazer isso sem se preocupar em quebrar o sistema ou coisa do tipo, e sim somente se concentrar no jogo. Além disso, creio que possa incentivar outras produtoras que tenham jogos “old school” e precisam de um maior controle de como são entregues, isso pode facilitar a vida deles. Mas isso é o que eu penso sobre o assunto.  

Agora nos diga aí nos comentários, o que você acha dessa novidade e o que pode trazer de bom para o mundo gamer Linux.   Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.


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