Da obrigação à paixão, a história de Marcio com o Linux

Da obrigação à paixão, a história de Marcio com o Linux

Todos tem uma boa história para contar, eu já me convenci disso. Recebemos muitos e-mails aqui no Diolinux de leitores contando as suas histórias, e sabe qual é o fator mais curioso? Elas são muito familiares! Boa parte das situações eu passei também ao longa da minha jornada profissional, e tenho certeza que você também! Ver histórias como as do Marcio fazem você se motivar e ver que muitas vezes há males que vem para bem, confira:

O texto que você vai ler logo abaixo foi escrito por Marcio Stella Rosso, as opiniões dele não necessariamente representa a opinião do blog sobre qualquer assunto abordado.

“Olá Dionatan, tudo bem?

Assim como outros, também sou leitor assíduo do seu blog. Por ver tantos outros contando suas histórias sobre o vínculo com LINUX, decidi contar a minha também para colaborar e mostrar aos “medrosos” que o LINUX pode ser melhor e mais interessante que o Windows.

Bem…

Meu Nome é Márcio Rosso, sou funcionário público na Prefeitura Municipal de Nova Palma – RS,

no setor de tecnologia há 15 anos. Tenho formação técnica em informática há 20 anos pela escola técnica da Universidade Federal de Santa Maria – RS (UFSM).

Minha história com LINUX é a seguinte:

Já tinha ouvido falar muito em “LINUX”. Mas nunca tive um interesse concreto até 2010, quando fui remanejado de setor e passei a ser monitor e coordenador do telecentro comunitário de Nova Palma. 

Quando cheguei ao telecentro me deparei com um sistema chamado “Metasys Server” no servidor e “Metasys Client” nas 20 máquinas do telecentro. No início fiquei assustado: “Meu Deus, o que que é isso? Como isso funciona?”. Pensei logo: “Vou formatar tudo e instalar o Windows 2003 no Servidor e o XP nas máquinas!”, pois era no que eu aprendi e estava acostumado a trabalhar.

Mas, pra complicar mais ainda, fui informado de não poderia trocar o sistema porque o Ministério das Comunicações fez um contrato de soft livre com a Prefeitura, e, portanto, só poderia ser usado LINUX no telecentro (“To Ferrado!”). Então decidi aprender mais a fundo sobre LINUX, especialmente sobre o Metasys, que na época (2010) estava na versão 2.2 (hoje está descontinuado). Era um sistema baseado em Red Hat, uma mistura de Mandriva e Fedora com KDE 2.

Então… Um sistema fantástico! As máquinas logavam no servidor com cadastro de usuários (previamente definido) e com controle de acesso a internet e controle de tempo de login (Squid), compartilhamento de arquivos e cadastro de usuários (Samba), servidor DHCP e DNS para a rede local e com um sistema que só o LINUX tem, que apaga todos os dados do usuário no logon. “Era tudo o que eu queria!!” Porque não tinha descoberto isso antes?? Que coisa!!”. Hoje uso Debian 8 no servidor e o Mint 17.3 nas máquinas e ministro cursos de informática em várias áreas com Linux sem o menor problema. Desde curso básico de informática (iniciantes e 3ª idade), intermediário (pra que está vindo do Windows) e curso avançado, pra que quer ir pra faculdade de Informática já com algum preparo no assunto o precisa pra a empresa no qual trabalha. Além de cursos na área gráfica (GIMP) e na área Office (Writer, Calc e Impress).

Resumindo… Me apaixonei por LINUX de uma maneira, que hoje consigo usar somente LINUX no

trabalho e no lazer. E por isso, vai um recado à todos os “medrosos” da área: “LINUX é melhor, mais rápido, mais seguro, mais estável, mais confiável e, o melhor de tudo, GRATUITO!”. E as novas

distros de hoje como Manjaro, Mint, DuZeru, Metamorphose, elementary OS e outras, não deixam à

desejar em nada para o Windows em beleza e praticidade.

Claro, não podemos desfazer tanto do Windows pela históra que ele traz consigo. Mas é bem verdade

que em matéria de cooperativismo e comunidade o Windows não tem nada, pois a Microsoft só visa lucro mesmo. Deste modo, Viva o LINUX! E obrigado Linus Torvalds, Richard Stalmamm e todos aqueles que trabalharam arduamente para que o Linux chegasse à nós hoje, com liberdade, elegância e dinamismo. E vamos incentivar e colaborar com o que pudermos para que as distros brasileiras não tenha o mesmo fim do Kurumim, se não for tecnicamente, vamos ajudar com um pouco de dinheiro para que os desenvolvedores possam continuar mantendo o foco como forma de incentivo.

Obrigado Dionatan pelo espaço, um abraço à todos!”

Nota do blog

Quero agradecer ao Marcio pela sua participação, contando a sua história e expondo a sua opinião. E você, nosso leitor; se você gostou do depoimento do Márcio confira os capítulos anteriores com a história de muitas outras pessoas, basta clicar aqui, e se você quiser enviar a sua história pra gente também, será muito bem-vindo! Entre em contato por e-mail.

Até a próxima!

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