Telas Retina e a necessidade de repensar o visual do Ubuntu

No início desta semana foram anunciados os primeiros notebooks com as chamadas telas Retina, em que os pixels individuais são indistinguíveis pelo olho humano na distância usual de operação. É uma resolução de 2880 x 1800 pixels, com 220 pixels por polegada – bem mais do que o dobro dos pontos exibidos em uma TV de alta definição, por exemplo.
Pixels são pobres como unidade de medida do tamanho de objetos na tela, porque o tamanho deles varia a cada monitor ou modo de exibição. Mas até a semana passada a variação era suficientemente pequena (entre monitores de uma mesma geração tecnológica) para continuar permitindo a prática de definir tamanhos (de ícones, menus e outros elementos visuais) em pixels, desconsiderando (ou dando pouca atenção) à sua densidade em relação à área (DPI).

As telas Retina, ou outro nome que os fabricantes venham a dar a resoluções similares, mudam isso. Com a primeira delas, no Ubuntu atual, o lançador do Unity teria 6mm de largura, e o menu principal teria 3mm de altura.
Há tempo até descobrir se esta tecnologia irá se popularizar (no momento ela só está disponível em um modelo de computador, cujo preço no Brasil está a 1 centavo de atingir a marca dos 5 dígitos), mas a questão está lançada e começa a ser discutida.
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