O Brave publicou novos testes de desempenho comparando seu navegador com Chrome, Microsoft Edge e Firefox. Segundo os resultados, o navegador focado em privacidade não apenas consome menos recursos do computador, como também consegue concluir o carregamento das páginas até 20% mais rápido.
A explicação apresentada pela empresa está principalmente no bloqueio nativo de anúncios e rastreadores. Como esses elementos são impedidos de fazer requisições, executar scripts e transmitir dados, o navegador teria menos trabalho para processar durante a navegação.
Menos CPU e memória
Entre os números mais expressivos está o consumo de CPU. Nos testes, o Brave apresentou utilização média de aproximadamente 33%, contra 47% do Chrome, 53% do Edge e 78% do Firefox.
Na memória RAM, o navegador também ficou à frente. O Brave utilizou cerca de 1,2 GB, enquanto Chrome chegou a 1,75 GB, Edge a 1,62 GB e Firefox a 1,65 GB.
Considerando a média dos três concorrentes, a empresa afirma que o Brave utilizou 44% menos CPU e 28% menos memória. O consumo de energia também foi 10% menor.
A principal justificativa está no bloqueio de conteúdo. Anúncios, pixels de rastreamento, ferramentas de análise e outros recursos de terceiros podem representar uma quantidade considerável de requisições e processamento. Bloqueá-los antes que sejam carregados reduz o trabalho realizado pelo navegador.

Brave termina o carregamento antes
Na métrica de carregamento completo, o Brave apresentou média de aproximadamente 4,4 segundos. Chrome levou 5,1 segundos, Firefox 5,3 segundos e Edge 6 segundos. Isso coloca o Brave 20% à frente da média dos concorrentes nessa medição.
Existe, porém, uma nuance importante. Quando o teste considera o Largest Contentful Paint (LCP), uma métrica que indica quando o principal elemento visual da página aparece para o usuário, a diferença praticamente desaparece.
Brave e Chrome registraram aproximadamente 2,4 segundos, enquanto Edge e Firefox ficaram em torno de 2,5 segundos.
Isso significa que o Brave não necessariamente faz o conteúdo principal aparecer muito antes. Sua vantagem está principalmente em terminar mais rapidamente o trabalho restante, evitando que anúncios, rastreadores e scripts secundários continuem consumindo processamento e rede depois que a página já está visualmente disponível.

Menos dados trafegando pela rede
A diferença também aparece no consumo de internet. Cada página carregada pelo Brave transferiu, em média, 4,4 MB de dados recebidos. Chrome ficou em 4,8 MB, Firefox em 6,3 MB e Edge em 6,8 MB.
No tráfego enviado pelo computador, a diferença foi ainda maior. O Brave registrou aproximadamente 0,18 MB por página, contra 0,25 MB no Firefox, 0,30 MB no Edge e 0,34 MB no Chrome.
Segundo a empresa, isso é consequência direta do bloqueio de requisições de terceiros. Além de representar uma vantagem de privacidade, impedir que esses dados sejam enviados também reduz o uso de banda e o processamento necessário para realizar as requisições.
Teste foi feito em um Mac Mini
A comparação foi realizada em um Mac Mini equipado com chip M2 e 8 GB de memória, rodando macOS 26.5.1. Foram avaliados os 50 sites mais populares segundo as estatísticas do Brave Search.
Cada página foi carregada dez vezes, com a ordem dos navegadores alternada entre os testes. Também foram utilizados perfis novos para evitar que cache, cookies ou dados persistentes interferissem nos resultados.
Foram testados Brave 1.92.139, Chrome 150, Edge 150 e Firefox 146. Brave, Chrome e Edge utilizam Chromium como base, enquanto o Firefox utiliza o motor Gecko.
Há uma ressalva importante
Apesar dos números favoráveis ao Brave, existe uma limitação evidente: os testes foram realizados pela própria Brave. Portanto, os resultados não equivalem a um benchmark independente. Por outro lado, a empresa publicou detalhes consideráveis sobre hardware, versões, metodologia e ferramentas utilizadas, permitindo que outras pessoas reproduzam a comparação.
Os resultados mostram ainda que a vantagem do Brave não está necessariamente em possuir um motor de navegador fundamentalmente mais rápido. Nos benchmarks sintéticos de JavaScript e gráficos, Brave, Chrome e Edge apresentaram resultados bastante próximos em vários cenários.
A diferença aparece principalmente na experiência real de navegação. Ao bloquear anúncios e rastreadores antes que eles sejam carregados, o Brave reduz a quantidade de conteúdo que precisa ser processada, armazenada e transmitida.
Assim, a conclusão mais interessante do teste talvez não seja simplesmente que o Brave possui um navegador mais rápido, mas que privacidade e desempenho podem estar diretamente relacionados.
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