KaOS lança ISO baseada em Dinit, mas ainda mantém componentes do systemd
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KaOS lança ISO baseada em Dinit, mas ainda mantém componentes do systemd

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A distribuição independente KaOS deu mais um passo em uma mudança que vinha sendo preparada há meses. O projeto disponibilizou a primeira Release Candidate (RC) da versão 2026.06 utilizando o Dinit como sistema de inicialização padrão, substituindo o systemd nessa função.

Apesar da mudança, a distribuição não se tornou totalmente livre de componentes do systemd. Ferramentas como udev e tmpfiles continuam presentes no sistema, enquanto o elogind permanece responsável por garantir a compatibilidade com recursos como o Polkit.

Uma transição planejada há meses

Em fevereiro deste ano, os desenvolvedores do KaOS publicaram um comunicado explicando os motivos que levaram o projeto a reconsiderar sua dependência do systemd.

Segundo a equipe, algumas mudanças implementadas nas versões mais recentes do systemd criaram obstáculos para características históricas da distribuição. Entre elas estão relacionados ao suporte ao modelo de partição /usr separado e à compatibilidade com o sistema de arquivos AUFS, utilizado pelo projeto há muitos anos.

Além disso, os desenvolvedores também apontaram uma integração cada vez mais forte entre o KDE Plasma e componentes específicos do systemd, o que poderia dificultar a manutenção de uma distribuição que desejasse seguir outro caminho.

O que entra no lugar do systemd?

Na nova imagem de instalação, o KaOS passa a utilizar uma combinação de tecnologias diferentes para desempenhar funções anteriormente centralizadas no systemd.

A nova pilha é formada por:

  • Dinit como sistema de inicialização e gerenciamento de serviços;
  • Turnstile para gerenciamento de sessões;
  • seatd para controle de assentos (seats) e dispositivos.

O Dinit é um gerenciador de serviços leve e de código aberto que já é utilizado por projetos como o Chimera Linux e pode ser encontrado como opção em distribuições como Artix Linux e antiX.

Seu foco é executar serviços em paralelo, respeitando dependências e trabalhando em conjunto com outras ferramentas, em vez de concentrar múltiplas funções em um único componente.

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Imagem: KaOS

Nem tudo mudou

Embora o Dinit tenha assumido o papel de init system, alguns componentes do ecossistema systemd continuam presentes. O KaOS afirma que, por ora, pretende manter o uso de:

  • systemd-udev;
  • systemd-tmpfiles;
  • elogind.

Segundo os desenvolvedores, esses componentes ainda oferecem funcionalidades importantes para o funcionamento do sistema e não possuem substitutos que atendam plenamente às necessidades atuais da distribuição.

Isso significa que a mudança está focada principalmente na inicialização do sistema e no gerenciamento de serviços, sem uma remoção completa de todas as tecnologias relacionadas ao systemd.

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Imagem: KaOS

Adeus ao Plasma nesta imagem experimental

Uma das mudanças mais visíveis da ISO RC é a ausência do KDE Plasma. Embora o KaOS seja conhecido por seu foco quase exclusivo no ecossistema KDE e Qt, a nova imagem utiliza uma combinação formada pelo compositor Wayland Niri e pelo shell Noctalia.

Segundo os desenvolvedores, essa escolha foi motivada pela crescente dependência do Plasma em relação ao systemd. Como o objetivo principal desta imagem é validar a nova infraestrutura baseada em Dinit, a equipe optou por utilizar uma solução que exigisse menos integração com componentes específicos do systemd.

Vale destacar que o Plasma continua disponível nos repositórios da distribuição.

Outras novidades da ISO

A Release Candidate também traz diversas mudanças adicionais:

  • Substituição do SDDM pelo greetd com tuigreet;
  • Adoção do Limine como carregador de boot padrão;
  • Melhorias no instalador Calamares para funcionamento completo em Wayland;
  • Novo assistente de boas-vindas chamado Croeso;
  • Troca do backend de áudio Phonon-VLC pelo phonon-mpv;
  • Atualizações para versões recentes de componentes como Linux Kernel 7.0.11, Mesa 26.1.2, Bash 5.3 e Coreutils 9.11.

O instalador também passou a oferecer suporte simplificado para sistemas de arquivos populares, incluindo EXT4, Btrfs, XFS e ZFS.

Uma mudança importante, mas ainda experimental

A ISO Dinit 2026.06 ainda é uma Release Candidate, destinada principalmente para testes. O projeto alerta que alguns recursos ainda apresentam limitações, incluindo incompatibilidades com determinadas configurações de RAID e problemas relacionados ao Polkit em alguns cenários.

Por enquanto, as imagens tradicionais do KaOS continuam disponíveis normalmente, e a equipe ainda não confirmou quando, ou se, elas serão totalmente substituídas pela nova abordagem baseada em Dinit.

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