5 Dicas PRO para Shell Script

5 Dicas PRO para Shell Script

Dizem que depois que você aprende o Terminal é que você realmente começa a entender Linux profundamente. Seja isso uma verdade ou não, de fato, é verdade que dominar o terminal te dá algumas vantagens em relação ao que você pode fazer com o seu sistema. Hoje você vai conferir 5 dias para quem quer ser um PRO no Shell Script.

1 – Portabilidade dos seus Shell Script

Muitas vezes indicamos automaticamente o caminho da Shebang como #!/bin/bash, no entanto, se o Bash estiver instalado num diretório diferente (como em sistemas como FreeBSD, OpenBSD e algumas distros Linux) provavelmente ela não conseguirá encontrar o interpretador e seu programa/script não funcionará.

Logo, a melhor maneira de você evitar esse tipo de problema é indicar o caminho da env que é padrão em todos os sistemas e a mesma se encarrega de redirecionar pro caminho onde o interpretador está localizado. Então, procure sempre iniciar seus programas/scripts com o seguinte caminho após a Shebang:

#!/usr/bin/env bash

O mesmo vale para outros Shells: ZSH, FISH, etc.

2 – Procure sempre pôr cabeçalho nos seus scripts

Os cabeçalhos são importantes para que a pessoa saiba pra que serve seu programa/script, como lhe contactar em caso de algum problema, qual a forma de utilização e entre diversos outros pontos positivos.

Geralmente num cabeçalho deve haver o “help”, “changelog”, “TODO”, “FIXME”,… ou seja, diversas informações necessárias. No entanto, em resumo, algumas informações são fundamentais, tais como: Descrição do script; Autor; Versão e Licença. Veja abaixo um exemplo mínimo e básico de um cabeçalho:

# autor: Nome Sobrenome <site.dominio>
# descrição: O que seu Script/Programa faz 
# version: 1.0
# licença: MIT License

O exemplo acima está em Português, mas é interessante deixá-lo em Inglês, para ficar ainda mais global.

3 – Separe por função

O motivo inicial da Linguagem Orientada à Objetos é a organização. No entanto, linguagens procedurais ou estruturais podem manter a organização separando cada “transformação” em funções . Em Shell Script, você pode declarar uma função em duas formas de sintax, veja abaixo ambas as formas:

USANDO a palavra function

function minha_funcao(){

   echo “Minha função”

}

Ou SEM USAR a palavra function

minha_funcao(){

echo “Minha função”

}

Para chamar a função, basta invocar o nome da função no script, ex.: minha_funcao

4 – Deixe seu código com indentação

No Shell Script, como na maioria das linguagens de programação, a indentação não é obrigatória, no entanto, ela é interessante para deixar seu código mais organizado, então procure sempre manter seu código indentado.

Uma dica legal é se você usar o editor Vim , basta você selecionar tudo pressionando a tecla ESC e em seguinda combinando as teclas ggVG , após tudo selecionado, basta agora teclar duas vezes o sinal de igual == e seu código será automáticamente indentado. Mágica! 🙂

5 – Declare nomes descritivos

Quando criar nomes de variáveis e de funções, procure descrever (não tanto, lógico) e separando com underline **_** , pois ficará mais profissional e menos provável de haver conflito de nomes e situações desagradáveis, alguns exemplos de como descrever: set_name, get_name, display_info_start, etc.

Se você ainda não domina Shell Script e o Terminal Linux. Aproveite uma promoção onde você pode adquirir 5 CURSO DO TERMINAL LINUX incluindo Shell Script, Expressões Regulares, Vim e Sed. Clicando nesse link http://bit.ly/Promo5pg para adquirir com o PagSeguro ou nesse link http://bit.ly/5CursosLinux para adquirir com o PayPal. Se quiser mais detalhes da promoção veja essa postagem: 5 Cursos do Terminal Linux para você! .

Esse artigo foi escrito em parceria com a galera do Terminal Root, os quais são os autores dos cursos mencionados acima, até a próxima!


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Talvez Você Também Goste
Microsoft abraça o Linux
Continue lendo

Microsoft abraça o Linux: MS SQL Server deverá chegar ao Linux em 2017

Ainda ontem eu recebi um comentário em vídeo do canal do Diolinux no YouTube que dizia: "Linux não dá dinheiro", parece que a Microsoft discorda, tanto que ela está compatibilizando muito de seus serviços com o sistema no Pinguim, a grande novidade que pegou muitas pessoas de surpresa foi o anúncio de que teremos, muito provavelmente em 2017, o Microsoft SQL Server rodando no Linux.