PureOS resgata o conceito de convergência entre desktop e mobile

PureOS resgata o conceito de convergência entre desktop e mobile

Um sistema convergente é cobiçado por várias empresas, ter diversos dispositivos e apenas um sistema, seria um novo passo na forma de como usamos os computadores. Há quem diga que os smartphones vão “matar” os desktops e laptops, entretanto ao que tudo indica o mesmo sistema operacional rodará em ambos, e investidas de empresas como Microsoft, Samsung, Canonical e Google, são exemplos deste possível futuro.

Com uma grande ideia ambiciosa (não me entenda mal, pensar alto nem sempre é ruim) a Purism, responsável pelo Smartphone Librem 5 e os notebooks Librem, anunciou que seu sistema PureOS estabeleceu bases para que todos os aplicativos futuros fossem convergentes, possibilitando o funcionamento do mesmo sistema operativo em seus laptops e smartphones.

A convergência é algo simples?

Definitivamente criar aplicações convergentes não é uma tarefa tão fácil, tanto o desktop como o mobile geralmente possuem arquiteturas diferentes, isso significa que uma mesma aplicação deve ser compilada visando o tipo de CPU, e para verdadeiramente ter uma aplicação convergente, o hardware deve ser planejado desde o início com esse objetivo.

Um sistema que engloba ambas plataformas, teria outro ponto para considerar, suas aplicações, pois os desenvolvedores haveriam de adaptar os apps ou criá-los com tal versatilidade em mente.

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PureOS um sistema convergente

A Purism não é a primeira e nem a última, em que luta por um sistema convergente. A Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, alguns anos atrás tentou emplacar tal tecnologia, desenvolvendo uma distribuição Linux que visava unir ambos os mundo, desktop e mobile, através do Ubuntu Phone, que ao conectar-se numa tela maior comportava-se como um desktop.

A Purism declara em sua postagem oficial, que o caminho certo para iniciar essa empreitada foi escolher um “sistema operacional universal”, uma clara alusão ao Debian, e por funcionar em tantas arquiteturas diferentes de CPUs, esse seria um enorme benefício. Outro fator, é que eles consideram a base do PureOS sólida o suficiente para embarcar em diferentes tipos de processadores e arquiteturas, portanto problemas de desempenho e execução não são barreiras para o bom funcionamento do SO.

Apenas o funcionamento de uma aplicação em diferentes plataformas não seria o bastante, para isso é necessário um design inteligente, que se adapte conforme o equipamento e tamanho da tela, comportando-se de maneira distinta em alguns casos. 

Com parcerias com o Projeto Gnome, a Purism vem promovendo formas de criar aplicações atraentes e que se adapte a cada realidade, desenvolvendo e contribuindo ativamente em uma biblioteca chamada libhandy, proporcionando uma apresentação móvel e adaptativa para apps GTK e Gnome.

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Essa forma de desenvolvimento tem total integração com o formato de pacote Flatpak, evidenciando que o projeto está em sintonia com novas tecnologias.

Assim como um site responsivo se adapta ao tamanho de tela e muda alguns aspectos de sua interface, a Purism convida os desenvolvedores a criarem suas aplicações com essa proposta em mente, desta forma os softwares terão melhor funcionamento, sendo assim a comunidade poderá se beneficiar com um ecossistema livre, seguro e que protege sua privacidade.

E você, acredita que sistemas convergentes serão o futuro? Aconselho que acessem o post oficial da Purism, lá existem vídeos que demonstram na prática a responsividade das aplicações.

Te espero no próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎


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