Ubuntu 18.04 LTS vai manter a Área de Trabalho ativa!

Ubuntu 18.04 LTS vai manter a Área de Trabalho ativa!

No dia 6 de Janeiro nós noticiamos aqui no blog sobre a decisão do projeto GNOME em extinguir a pasta de Área de Trabalho com o lançamento do GNOME 3.28, por consequência, os ícones no Desktop deixarão de existir, sem a possibilidade de ativar essa função nativamente. 

Como o Ubuntu agora usa GNOME Shell, teoricamente isso seria passado para a próxima LTS da Canonical, que deverá ser lançada com essa versão do ambiente, mas aparentemente a decisão não agradou a todos e isso será diferente no novo Ubuntu que deve sair em Abril.

Com essa mudança proposta pelos desenvolvedores GNOME muitas “caretas” surgiram entre os usuários que gostam de uma Área de Trabalho ativa, ou que acham que isso deveria ser opcional pelo menos, incluindo o pessoal da Canonical, que desenvolve o Ubuntu.

O desenvolvedor do Ubuntu, Didier Roche, comentou sobre o assunto informando as opções disponíveis. Basicamente são duas, enviar o Ubuntu 18.04 LTS com o Nautilis 3.28, sem suporte para o Desktop, ou procurar uma alternativa para manter os ícones.

Conversando com os outros devs e pegando o feedback da comunidade (e observando o histórico do Ubuntu 16.04 LTS, que é a versão de longo suporte atual),  a conclusão que foi chegada é que a presença dos ícones é importante, a mudança dos usuários do 16.04, com Unity, para o 18.04 com GNOME Shell já é grande o suficiente e quebrar mais uma característica inerente ao Desktop tradicional do Ubuntu não seria benefício.

Dito isso, quais são as opções? Bom, são basicamente três:

1 – Usar o Nautilus 3.26 (versão do 17.10 atual) que tem suporte ao Desktop;

2 – Usar o Nautilus 3.28 mas também incluir o Nemo (gestor do Cinnamon, Linux Mint, etc) com o único objetivo de desenhar os ícones na Área de Trabalho;

3 – Usar uma extensão para o GNOME Shell que faça essa função de tornar o Desktop utilizável novamente, o que seria algo parecido com a solução que é possível no elementary OS.

Dentre essas opções a que exigiria menos “gambiarra” é a primeira e ela que será adotada pelo time de desenvolvimento do Ubuntu, ou seja, o Ubuntu 18.04 LTS usará GNOME 3.28 em todas as aplicações, menos no Nautilus, que se manterá na versão 3.26, mantendo assim a Área de Trabalho ativa.

Entrando em contradição?

Não que eu discorde da inclusão de uma Área de Trabalho ativa, não. Mas que eu lembre, quando a mudança para o GNOME Shell foi feita, uma das justificativas era “não precisar adaptar demais” os pacotes da interface em si, lembram?

Tudo bem, é só o Nautilus (por enquanto pelo menos), mas isso vai um pouco contra a ideia original, fazendo aquela mesclagem de versões dos aplicativos, que era justamente o que estava querendo ser evitado.

Talvez seja um “mal” necessário, afinal, é compreensível a preocupação com as pessoas que vem do Ubuntu 16.04 LTS, no entanto, eu não posso deixar de me perguntar: E depois?

Tudo bem, a versão que sai em Abril é uma nova LTS, isso significa que ela terá 5 anos de suporte a atualizações e eles vão poder manter as suas características para os consumidores por um bom tempo. Ainda assim é bom lembrar que, se as coisas manterem-se como tradicionalmente são, em Outubro teremos o Ubuntu 18.10, que por sua vez incluirá novamente o que há de mais recente na tecnologia GNOME, logo, ou teremos mais cedo ou mais tarde um abandono da Área de Trabalho, ou teremos um fork do Nautilus 3.26 que possa manter a área de Trabalho ou ainda a adição de uma extensão que faça esse tipo de trabalho.

Francamente, nenhuma das opções me parece super interessante. Devido a postura atual da empresa por trás do Ubuntu, criar um Fork parece estar fora de cogitação neste momento e mais uma vez iria contra a ideia inicial da migração para o ambiente GNOME. Apesar de que, se a preocupação fosse realmente o usuário de Desktop, isso seria algo a ser considerado.

Talvez no futuro tenhamos uma extensão que traga este recurso, quem sabe?

O que você acha da medida da Canonical e o que você acha do GNOME sem o Desktop? Deixe a sua opinião nos comentários, até a próxima!

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